O movimento “Unir para Fazer” afirma que na hora certa os ilhavenses irão responsabilizar os partidos que chumbaram a aquisição da Casa do Gaveto mas a oposição, em bloco, responde que a população já está a agradecer o chumbo.
E defende-se das acusações de funcionar como maioria de bloqueio para dizer que o bloqueio está na falta de diálogo da nova maioria independente.
A deliberação camarária que vincou as posições de PSD e PS e que acabou, de vez, com a proposta de aquisição apresentada pela maioria "Unir para Fazer" esteve em debate na última edição do programa “Discurso Direto”.
Márcio Sousa, deputado municipal eleito pelo Chega, aprova a decisão dos partidos da oposição.
Diz que numa autarquia que tem alegado falta de meios a aquisição seria incoerente.
"Gostei muito que tivesse sido chumbado. O presidente usa um argumento sobre a falta de dinheiro e vamos gastar dinheiro numa casa para ficar ao abandono", afirma o vogal do Chega.
Fátima Teles, do PSD, diz que há ecos da "aprovação" popular das posições tomadas por PSD e PS.
Alega que num município com carências várias e degradação em equipamentos públicos há muito onde investir, com carácter prioritário (com áudio)
Pinto Reis, do Movimento Unir para Fazer, admite que o Município possa estar a perder uma oportunidade histórica de garantir património que, um dia, poderia ajudar a configurar de outra forma o espaço público no centro da cidade.
Alega que este teria sido o tempo certo para resgatar para a esfera pública um espaço de referência na arquitetura de Ílhavo (com áudio)
Nuno Quaios, do PS, não vê razões para lamentos.
Recusa o ónus desse falhanço na aquisição e culpa João Campolargo pela forma como o processo foi instruído.
Diz que o chumbo é tão só a consequência da "falta de diálogo" de uma maioria relativa que não quer ver a oposição com voz fundamental nas decisões (com áudio)
O debate na edição deste fim de semana do programa “Discurso Direto”.
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