O Executivo Municipal de Ílhavo aprovou Plano e Orçamento de 31,1 milhões de euros, para 2023, com as abstenções de PSD e PS.
A maioria consegue ver aprovados os documentos e segue para o segundo ano de mandato com 27 milhões de euros dedicados às grandes opções do plano.
Saúde e Educação assumem peso significativo nas apostas da maioria “Unir para Fazer” que pretende avançar para a reabilitação da Escola Secundária de Ílhavo, Escola Básica 2,3 José Ferreira Pinto Basto, de Ílhavo e EB 2,3 da Gafanha da Nazaré.
Há trabalho feito de projetistas que preparam dossiês para candidaturas a fundos.
A transição de quadros europeus e o PRR são as fontes disponíveis (com áudio).
Os centros de saúde aguardam candidaturas mas ficam preparados para candidatura a fundos.
No total admite-se que possam ser necessários 7 ou 8 milhões de euros para escolas e 4 milhões de euros para modernizar centros de saúde.
A eficiência energética é outra das apostas desenhadas pelo executivo para equipar edifícios municipais num trabalho gradual em nome de uma gestão eficiente.
João Campolargo avisou para a importância de preparar novas delegações de competências e o aumento do quadro de pessoal.
A autarquia tem 545 funcionários e poderá chegar aos 692 com reforço de 147 lugares.
O PSD diz que o Plano fica aquém do esperado e faz ponte para 2024 deixando a crítica de que o executivo se prepara para apresentar obras apenas em final de mandato.
Fátima Teles avisa que o orçamento “compromete o futuro”, adia questões essenciais e empurra para a frente decisões relevantes.
Deu como exemplo o nível de apoio a Juntas de Freguesia e IPSS.
Da parte do PS, Sérgio Lopes falou em “má proposta” que mantém a política orçamental e mantém uma “postura de gestão corrente”.
O vereador socialista diz que entre a maioria independente e a maioria anterior “não há divergência de fundo”. Antes um “contínuo”.
“Esta é a verdadeira coligação negativa”.
Acusa Campolargo de construir um Orçamento assente no “populismo, baseado em promessas fáceis”.
E diz que “não há plano” mas “apenas palavras que introduzem mapas orçamentais”.
PS e PSD concordam que Plano e Orçamento passam ao lado do apoio ao tecido social.
João Campolargo acentua que governa com o plano sufragado pelo eleitorado e enriquecido por elementos que fazem a ponte para os programas apresentados por PS e PSD numa tentativa de responder a desafios comuns.
"Estas são notas deste executivo. Não estamos a governar com o projeto do PS. É o projeto do Unir para Fazer. Vemos as ideias dos grupos que estão no executivo e não foge muito daquilo que eram as ideias".
Destacou as apostas em corredores verdes com o parque urbano até à Malhada, um parque urbano na Vista Alegre e uma via paralela à escola secundária da Gafanha para permitir maior segurança.
E deixou garantia de que trabalha pela agilização da obra na marginal dos bacalhoeiros da Gafanha da Nazaré. Entre porto de Aveiro e Câmara de Ílhavo há um esforço conjunto para perceber quem tem condições para primeiro garantir a concretização da obra.
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