O Rossio, em Aveiro, continua polémico.
Depois dos protestos, ainda na fase de anúncio de obra e de projeto, agora uma visita às obras que acabou com troca de palavras mais acesa entre o presidente da Câmara de Aveiro e o líder do movimento "Juntos pelo Rossio", entidade que tem contestado o empreendimento.
David Iguaz foi à visita guiada por Ribau Esteves e questionou o autarca sobre a existência de acompanhamento dos trabalhos por antropólogo, em particular devido à existência de ruínas de uma antiga capela.
Na resposta, Ribau diz que a lei obriga a seguir os trabalhos com a especialidade de arqueologia.
Disse a Iguaz, que foi candidato da coligação Viva Aveiro (PS e PAN) à União de Freguesias da Glória e Vera Cruz, que a lei que estava a ser alegada deveria ser Espanhola.
“Esse decreto-lei deve ser espanhol. O senhor perdeu as eleições, por isso vá pregar para outra freguesia. Vá para Espanha” (com áudio)
Esta declaração viria a merecer críticas por poder encerrar um tom "xenófogo" de um autarca que chegou a lamentar ter recebido, na sua mudança para Aveiro, no seu primeiro mandato, referências ao facto de ser natural de Angola e residente em Ílhavo.
A visita permitiu perceber os trabalhos em curso já com estacaria colocada.
Momento sensível pelo impacto dos trabalhos que, segundo Câmara e consórcio construtor, decorreu sem problemas de maior.
Registou apenas uma queixa de um proprietário e “sem fundamento”.
|