O Partido Socialista (PS) entende que a autarquia de Aveiro poderia ter melhorado a execução de despesa em 2021 e que "ficou aquém do esperado". Manuel Sousa diz que "o discurso é mais ambicioso que a capacidade de execução".
Crítica do PS numa manhã marcada pelo elogio à capacidade de recuperação da autarquia com uma dívida pouco acima dos 70 milhões de euros.
No campo da receita, o PS insiste que a evolução de verbas conseguidas, por via fiscal, teria permitido alívio antecipado da carga fiscal caso tivesse sido antecipada a saída do Programa de Ajustamento.
E deveria ter permitido, segundo o PS, mais ambição na gestão de dossiês como o da habitação.
Aveiro chegou aos 19 milhões de euros de receita, em IMI, e para o PS os impostos indiretos apurados, com 33 milhões de euros de receita angariada, representam de forma significativa um esforço para os cidadãos.
No caso dos 9 milhões de euros em IMT, o PS queria ver essas verbas ao serviço da habitação a custos controlados. (com áudio)
Ribau Esteves responde que o Município tem um pacote de obras para aplicar muitas das verbas hoje tomadas como disponíveis. O autarca afirma que são cerca de 30 milhões em projetos só nos próximos meses à espera da operacionalização dos quadros de apoio. E, com esse quadro, admite que as taxas de execução venham a disparar no início de 2023. O autarca diz que a perceção sobre as capacidades facilmente podem mudar. (com áudio)
Ribau Esteves aproveitou o momento para elogiar a recondução de Ana Abrunhosa e a chamada de Fernando Medina às Finanças no Governo. Espera um estado mais ágil.
Debate mantido em reunião do Executivo Municipal de Aveiro, esta manhã, em sessão extraordinária para analisar o Relatório de Gestão e Prestação de Contas, Balanço Social e Inventário dos bens, direitos e obrigações patrimoniais e respetiva avaliação do ano de 2021. Na agenda a 2.ª antecipação da receita do IMI, Derrama e Participação no IRS e a gestão de dossiês relacionados com questões sociais.
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