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27/01/2022

Associação de Pesca Artesanal da Ria de Aveiro contra nova área de concessão para a produção de ostras.



A Associação de Pesca Artesanal da Ria de Aveiro reage ao pedido de instalação de uma área de produção de ostras a norte de São Jacinto.

Um Edital da Direção Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos sobre Actividade Aquicola relativo à instalação de um estabelecimento destinado à produção de ostras numa área total de 129600m2.

A APARA diz que se trata de uma “privatização” de áreas de domínio publico marítimo e que tal é um “ataque constante aos pescadores profissionais que ao longo dos anos veem os locais de pesca e captura de bivalves constantemente reduzidos”.

“Os pescadores da Ria de Aveiro, têm sido constantemente penalizados, em benefício de interesses de algumas entidades e sociedades comercias que embora em menor número têm conseguido obter os seus intentos sem que se tenha em conta aqueles que há anos e anos vivem do seu suor e daquilo que a Ria de Aveiro lhes dá”.

A ser aprovada a área de concessão, a APARA diz que os pescadores vão ver reduzida a sua área de ação.

Hoje a produção está mais centrada na Gafanha da Encarnação (na foto).

A área de instalação que fica na Zona de Produção RIAV1 é um dos locais que pode ser designado como banco natural de desenvolvimento de bivalves e espécies nativas da Ria de Aveiro, sendo o berbigão uma delas, fonte de rendimento de famílias e que tem estado em foco por interdições muitas vezes contestadas pelos mariscadores.

“Pergunta-se então, como é que essa concessão trará mais vantagens para a região, que compense o sacrifício de inúmeras famílias que vivem desde sempre da pesca local, de bivalves na Ria de Aveiro, concretamente no RIAV1?”

A associação que representa a pesca artesanal quer saber como se vai posicionar a Agência Portuguesa do Ambiente tantas vezes defensora da preservação de locais com condições naturais propícias ao desenvolvimento natural de bivalves.

Os dirigentes da APARA escreveram a contestar o edital com a ideia de que haverá outras áreas para explorar sem impacto para as comunidades piscatórias.

“Com certeza haverá outros locais que podem ser concessionados, sem, contudo, prejudicar a pesca profissional e pôr em causa a preservação e conservação do meio marinho. Locais esses que podem ser onde existiam as salinas, que presentemente se encontram abandonadas, tendo até acesso por terra, sem por em causa a sustentabilidade dos recursos de moluscos bivalves”.


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