Câmara de Águeda adere a projeto-piloto “Integrar Valoriza”, dedicado à integração de imigrantes, a pensar no reforço de novos residentes em função da captação de trabalhadores para as áreas industriais.
A autarquia assinou, hoje, um protocolo com o Alto Comissariado para as Migrações para materializar no Concelho o projeto-piloto “Integrar Valoriza”.
Trata-se de uma iniciativa de âmbito nacional que visa implementar medidas de política pública descentralizadas, através de uma rede de municípios (de que Águeda faz agora parte) e de um conjunto de outras entidades com responsabilidades na área do acolhimento e da integração de imigrantes.
Esta rede pretende realizar uma intervenção articulada e integrada, operacionalizando e descentralizando os recursos que permitam uma resposta e acompanhamento adequados às situações vividas pelos imigrantes a vários níveis como social, laboral, habitacional, educacional, de saúde ou cívico.
“Nunca como hoje fez tanto sentido assinarmos este protocolo”, começou por dizer Marlene Gaio, Vereadora da Coesão e Inovação Social, da Imigração, Integração e Inclusão da Câmara Municipal, salientando que Águeda é um dos concelhos com mais migrantes do distrito de Aveiro.
Conscientes dessa realidade, o Município tem promovido um conjunto de políticas com vista a apoiar estas comunidades, sendo este projeto “um passo efetivo na consolidação da rede de apoio aos migrantes, que é, e sempre será, uma das prioridades deste Executivo e do nosso Município”.
“O concelho de Águeda, pelas suas características industriais e pela oferta de emprego existente, tem atraído muitas pessoas de diversas comunidades, nomeadamente estrangeiras”, frisou Marlene Gaio, avançando que Águeda tem, atualmente, mais de 1.500 imigrantes oriundos de 50 países, com especial incidência do Brasil, Ucrânia, Venezuela e Cazaquistão.
De referir que a maior comunidade nacional de cazaques encontra-se instalada em Águeda, completamente integrada na sociedade local.
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