Com cartazes, buzinas, mãos no ar e muita revolta, protestaram contra a nova lei de licenciamento de carrosséis, exigindo que o decreto-lei de licenciamento de equipamentos seja revogado. Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversão (APED), Luís Fernandes, os empresários não estão contra a inspecção, mas discordam dos novos moldes em que ela terá de ser feita (a um preço mais elevado do que o habitual e por uma entidade indicada pelo Governo) e pedem apoios à modernização e à certificação. Mas, a concentração de mais de 100 pessoas em frente à Câmara Municipal de Aveiro serviu também para estes empresários se queixarem da forma como está regulada a sua participação na secular Feira de Março, de que ameaçam estar ausentes.
Manifestação à espera de “autorização”
Os camiões de transporte de diversões começaram desde cedo a estacionar frente ao Parque de Feiras e Exposições de Aveiro (AveiroExpo), com o objetivo de se dirigirem para as instalações da Câmara Municipal. Contudo, o facto de a autarquia não ter acusado a recepção do aviso da manifestação, enviado, de acordo com Luís Fernandes, a 6 de Fevereiro, fez retardar a marcha, “por não estarem reunidas as condições de segurança legalmente exigidas”, lamentou, lembrando que aquela associação vai apresentar queixa ao Ministério Público “por atentado ao direito de reunião e manifestação”. Entretanto, a Câmara Municipal de Aveiro admitiu não ter dado entrada nos seus serviços nenhum pedido daquela associação naquela data, nem por correio, nem por mail.
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