LABORATÓRIO DO CONHECIMENTO COM MENÇÃO HONROSA NO PRÉMIO MANUEL ANTÓNIO DA MOTA.

Ílhavo em destaque no Prémio Manuel António da Mota com menção honrosa para o Laboratório do Conhecimento.

Numa edição que teve como vencedor a Reencontro (Associação Social, Educativa e Cultural), que recebeu o prémio de 50 mil euros, em cerimónia realizada no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, numa sessão que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Manuel António da Mota, Maria Manuela Mota, e Presidente do Conselho de Administração da Mota-Engil SGPS, António Mota.

O Laboratório do Envelhecimento garantiu menção honrosa.

Trata-se de um equipamento ligado à investigação e artístico, proporcionado a criação de novos produtos, projetos e a produção de conhecimento através dos diferentes parceiros académicos e tecnológicos.

"Este prémio reconhece o trabalho desenvolvido e aumenta a notoriedade e responsabilidade do Laboratório do Envelhecimento, a nível nacional e internacional. O nosso compromisso é conseguir diariamente criar e oferecer instrumentos reais e úteis às pessoas mais velhas, melhorando a sua qualidade de vida e a sua realização pessoal”, afirmou Mariana Ramos.

A programação é dirigida à comunidade, estando dividida em 3 eixos de atuação: Investigação; Conhecimento e Criação Artística.

A par da Reencontro – Associação Social, Educativa e Cultural, vencedora do Prémio, foram ainda distinguidas nove instituições nacionais, cabendo o 2º e 3º lugares, respetivamente, ao Centro Humanitário de Tavira da Cruz Vermelha Portuguesa e Associação Pão a Pão (PAP), e as restantes sete menções honrosas a Aldeias Humanitar – Associação de Solidariedade Social, Associação Academia do Johnson Semedo, Câmara Municipal de Ílhavo, Centro de Solidariedade de Braga/Projeto Homem, Orquestra sem Fronteiras, VivaLabPorto e ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável.

A Reencontro – Associação Social, Educativa e Cultural foi constituída em 2010 e tem sede em Vila Nova de Tazem, concelho de Gouveia.

Para a prossecução dos seus fins, a Reencontro procura desenvolver atividades nas áreas social, educativa e cultural, atuando junto de pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade ou exclusão social. O problema social subjacente ao projeto que apresenta prende-se com a exclusão social infantil.

As crianças que crescem num ambiente de pobreza e exclusão social têm menos probabilidades de alcançar o sucesso na escola e de se inserirem na sociedade, em consequência da inadequação de recursos, correndo o risco de permanecerem na situação de desvantagem social ao longo da vida.

A adoção de estratégias integradas que combinem a ajuda prestada aos pais para integrarem o mercado de trabalho, com apoios adequados ao rendimento e ao acesso a serviços essenciais nos domínios da educação e nos cuidados de saúde, mais do que um investimento social, são determinantes para o desenvolvimento económico das sociedades.

O Projeto “Ser Criança”, dirigido a crianças dos 3 aos 10 anos de idade, é um programa de intervenção comunitário e que consiste em três fases, a saber, diagnóstico, intervenção e desenvolvimento de competências.

Nas fases de diagnóstico e intervenção, abrangendo crianças entre os 3 e os 5 anos de idade, estas são alvo de um rastreio pela especialidade de medicina física e reabilitação, tendo como objetivo identificar qualquer tipo de dificuldades a nível clínico.

Esta deteção atempada tem um valor preditivo, permitindo a adoção de estratégias preventivas.

Com base nas informações recolhidas, as crianças a quem se identifique algum tipo de comprometimento, serão orientadas para o acompanhamento que se revelar necessário. Na fase do desenvolvimento de competências, que abrangerá as crianças entre os 6 e os 8 anos, incluindo as crianças já alvo de intervenção no primeiro momento, prevê-se o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e emocionais.

Também neste caso uma intervenção precoce não permitirá que se agravem estas dificuldades pois, quanto mais prematuramente se intervier, mediante as estratégias utilizadas, melhores

 


Diário de Aveiro


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