O executivo municipal de Aveiro aprovou, por maioria, com votos contra dos vereadores do PS, a resolução fundamentada para tentar suspender a Providência Cautelar interposta pelo movimento Juntos pelo Rossio.
A sessão desta manhã, em reunião de câmara, foi mais um momento de debate em torno do projeto do Rossio com inclusão de estacionamento subterrâneo.
A autarquia reage à providência cautelar que suspende o arranque da obra no Rossio.
Iniciativa do movimento “Juntos pelo Rossio” que anuncia a aceitação por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal de uma providência cautelar interposta pelo Movimento, tendo como subscritor David Iguaz e a associação cívica Juntos pelo Rossio.
David Iguaz, do movimento Juntos pelo Rossio, candidato independente à Junta da Gloria e Vera Cruz, com o apoio do PS, esteve na sessão para lembrar que desafiou Ribau Esteves a referendar a obra ou a colocá-la no programa autárquico.
Alega que a pandemia alterou todas as premissas deixando os comerciantes ainda mais fragilizados no momento em que deveriam trabalhar pela recuperação.
“Tenho pena que tente manipular as questões”, afirmou Iguaz, líder do movimento Juntos pelo Rossio e candidato nas listas do PS.
Além de responder pela entrada na cena política prefere acentuar a importância do futuro do Rossio por aquilo que significa para as próximas gerações (com áudio).
Ribau Esteves desfez a hipótese de recurso à figura do referendo.
“A figura do referendo não é usada nas Câmaras Municipais. Há cultura de proximidade em Portugal e Espanha que não usam essa figura”.
O autarca defende que há gente a favor e contra e que a liderança autárquica tem que gerir o interesse geral.
“Sei de pessoas que são a favor e pessoas que são contra. Os que são contra têm medo que a obra cause dano grave às suas propriedades. Isto não é coisa minha. É coisa de muita gente. Não há nenhum projeto de hotelaria perspetivado para o Rossio. Este parque é para restaurantes e alojamento local”, respondeu o autarca.
Com as autárquicas no horizonte, Ribau criticou a apresentação de David Iguaz enquanto candidato independente numa lista apoiada pelo PS (com áudio).
“Fizemos um comunicado a denunciar essa ligação quando o movimento colocou um cartaz num outdoor do PS. Para mim era claro que iria ser candidato do PS. A minha surpresa é não ser candidato à Câmara”, declarou o autarca desafiando Iguaz a assumir uma candidatura “verdadeiramente independente” fora da bandeira socialista.
A contestação à Providência acentua a premência de gerir a obra no quadro de financiamento de fundos europeus.
Joana Valente, do PS, defende a importância da recuperação do espaço mas sem estacionamento subterrâneo e sem os custos agregados.
O PS diz que a autarquia vai entregar à exploração de privados um investimento público que ronda os 10 milhões de euros.
A vereadora socialista alega que o escrutínio do processo é importante (com áudio)
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