A Câmara de Aveiro denuncia a falta de testes à Covid-19 e material de apoio para os Profissionais de Saúde e desmente o teor de uma notícia divulgada pela agência LUSA sobre a prioridade dada à região.
“No Município de Aveiro e apenas no que diz respeito a Lares de Idosos, são necessários testes à pandemia para 500 utentes e 350 colaboradores em 12 Lares, mas até ao momento só foram realizados 50 testes estando previstos mais 50 hoje, apenas no Lar da Santa Casa da Misericórdia, onde ainda ficam a faltar mais 90 testes, e onde já existem Idosos e Profissionais positivos e de quarentena / isolamento e já três Idosos mortos por Convid-19”, refere Ribau Esteves.
Ao contrário do propalado, o autarca diz que Aveiro não é nem de perto nem de longe a prioridade.
“Esta é a Realidade, esta é a Verdade, o que demonstra de forma clara o nível baixo de prioridade que representa esta Região e este Município no Combate ao Vírus, bem diferente do que se escrevem em notícias, embora sejam das mais afetadas no País”.
Defende que a comunicação deve ser mais cuidada para evitar tensões entre regiões do país.
“Compreendemos que se é assim que se trata um Município / uma Região prioritário/a, como se estará a tratar os que não são. Para boa gestão deste Combate e para que não existam tensões desnecessárias, defendemos que haja transparência nos números da entrega de logística do Ministério da Saúde pelo território, e meios proporcionais às circunstâncias em concreto em cada Município / Região”.
O autarca revela que já descreveu a situação ao Primeiro Ministro e com críticas às estruturas do Ministério da Saúde.
“Damos também nota pública da nossa maior preocupação com o facto de continuarmos a aguarda a chegada de um camião com material de apoio para os Profissionais de Saúde, que deveria ter chegado na quinta-feira dia 26 ou na sexta-feira dia 27 de março, mas que até hoje, quarta-feira, dia 01 de abril ainda não chegou, situação que ontem mesmo apresentei ao Primeiro-Ministro como exemplo do mau funcionamento do Ministério da Saúde no que respeita ao fornecimento de logística (EPI’s, Testes,…) às suas próprias Unidades prestadoras de serviços de saúde”.
Diário de Aveiro |