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05-05-2004

O Sangalhos foi às escolas



O Pavilhão do Sangalhos encheu-se de alegria e entusiasmo, próprio das crianças, para assinalar o encerramento do projecto «O Sangalhos Vai às Escolas», que visa levar o desporto e o basquetebol aos jovens alunos das escolas limítrofes. Luís Cardoso é o coordenador do projecto e traça um balanço muito positivo Que balanço faz de mais um ano deste projecto? O balanço é sempre positivo porque conseguimos, mais uma vez, dar a conhecer a modalidade. É muito importante levar esta actividade às crianças do primeiro ciclo, que não têm Educação Física e por isso pecam um pouco ao nível do desenvolvimento motor, e este projecto, apesar de não ser significativo, porque cada aluno tem apenas quatro/cinco aulas por ano, já constitui um passo importante para corrigir esse aspecto. Agora é preciso que se dêem mais passos e se garanta a continuidade. Trata-se de um projecto que pressupõe alguma interligação entre o clube e as escolas. Tem funcionado tudo bem? Sim, muito bem. Este ano o agrupamento já não é aqui em Sangalhos, mas sim em Vilarinho, mas continuou tudo a funcionar muito bem. Só foi pena ter começado um pouco tarde, apenas em Janeiro, e para o ano vamos tentar começar mais cedo para que os «miúdos» tenham mais actividade. É um projecto para continuar? Sim, seguramente! Que relação existe entre projecto e as camadas jovens do Sangalhos? Há alunos que acabam por integrar as equipas do clube? Sim, acabam por vir. Começam a conhecer outros «miúdos» que já jogam no clube, começam a vir ver jogos, nomeadamente dos Seniores, ficam cada vez mais interessados pelo basquetebol e acabam por jogar no Sangalhos. Números do projecto O projecto «O Sangalhos Vai às Escolas» é coordenado por Luís Cardoso, coadjuvado pelos monitores Luís Fonte e Ângela Martins. Estão envolvidos cerca de 160 alunos, de cinco escolas diferentes (Fogueira, Sá, Sangalhos, Pista e S. João da Azenha), e até ao momento foram realizadas 28 acções. Registe-se ainda que a festa de encerramento contou com a colaboração do Grupo de Actividades Rítmicas e Expressivas do Colégio de Salesianos S. João Bosco, de Mogofores, e da empresa Sericértima, da Malaposta, responsável pela oferta aos participantes de autocolantes alusivos ao projecto. Mariana Almeida 8 anos «Faço muitos amigos» «Gosto muito do basquete mas quando estou a ver os outros a jogar e estamos a perder fico com medo. Mas às vezes também me divirto muito a jogar e faço muitos amigos. O basquete na escola devia ser mais vezes. Para o ano quero ir jogar também no Sangalhos». André Espírito Santo 10 anos «Divertimo-nos bastante» «Gosto de jogar basquete e já jogo nos Iniciados do Sangalhos. O meu pai ou a minha mãe vêm trazer-me aos treinos. Aqui no basquete na escola fazemos muitos jogos, brincamos e divertimo-nos bastante. Quero continuar sempre a jogar basquete até ser sénior do Sangalhos». Lúcia Silva Professora na Escola da Fogueira «Actividade muito importante» «Este projecto tem muito interesse, em primeiro porque os “miúdos” gostam e muitos deles já jogam no Sangalhos. Para os outros é uma maneira de os chamar para a prática desportiva, neste caso do basquete, estando assim ocupados com uma actividade muito importante para a juventude. Trata-se de um bom complemento não só para nós, professores, mas sobretudo para as crianças que assim vão tendo os tempos livres ocupados. O entusiasmo com que encaram este projecto é muito grande. As nossas escolas não têm instalações adequadas para a prática da modalidade, em dias de chuva, por exemplo, e quando está a chover e não há basquete eles ficam muito tristes». Pedro Bento Professor da Escola de Sá «Importante para as crianças» «Este projecto visa fundamentalmente a prática do basquete e é muito importante para as crianças. É certo que o futebol é o chamado desporto-rei, mas o basquete também tem um papel muito importante no desenvolvimento dos jovens. Este projecto do Sangalhos, indo às escolas, proporciona a prática desportiva mais regular, o que é de grande importância e funciona sem dúvida como um bom complemento para o nosso trabalho de professores. Para a generalidade dos colegas e mesmo para mim, apesar de ser licenciado em Educação Física, é bom que venha alguém de fora, com outra forma de abordar as questões, para proporcionar aos alunos a prática do desporto. Eles estão nesta actividade com muito entusiasmo pois em tudo o que envolve o desporto há outro entusiasmo, outra motivação, outra alegria, e isso é que é bom ver nos “miúdos”». Santos Ferreira

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