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NOTÍCIAS |  | | 05-05-2004
| Anadia combate Exclusão Social
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| | O Concelho de Anadia aderiu, através de uma candidatura apresentada ao Ministério da Solidariedade Social, ao Programa Nacional de Rede Social com o objectivo de combater a Exclusão Social. O Programa foi apresentado oficialmente, no auditório do Museu do Vinho, em Anadia. De realçar que no distrito de Aveiro apenas três concelhos ainda não aderiam a este Programa, Estarreja, Arouca e Murtosa.
O Programa é financiado durante 24 meses pelo Estado e pretende fomentar a formação de uma consciência colectiva dos problemas sociais e contribuir para a activação dos meios e agentes de resposta e para a optimização possível dos meios de acções nos locais.
A Rede Social foi criada através de uma Resolução do Conselho de Ministros, em 18 de Novembro de 1997, num contexto de afirmação de uma nova geração de políticas sociais activas, baseadas na responsabilização e mobilização do conjunto da sociedade e de cada indivíduo para o esforço de erradicação da pobreza e da exclusão social em Portugal.
A Rede Social vai envolver Câmara Municipal, Juntas de Freguesia, Misericórdias, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Forças de Segurança, entre outras entidades e associações concelhias. O Objectivo é estabelecer uma parceria, onde se possam partilhar os problemas sociais existentes.
De acordo a responsável do Programa Rede Social, no distrito de Aveiro, Guida Ramos, com este programa «pretende-se combater a exclusão social, os problemas sociais não sinalizados, a ausência de articulação entre entidades com intervenção no mesmo território e os efeitos negativos da multiplicação de parcerias».
Guida Ramos adiantaria ainda que os objectivos estratégicos «passam por promover dinâmicas de planeamento estratégico, desenvolver uma cultura de parceria efectiva e dinâmica e garantir uma maior eficácia do conjunto de respostas sociais».
Os princípios de acção passam pela Subsidiariedade, ou seja, procurar soluções «próximas» da população, privilegiando os recursos locais; Integração, encontrar respostas integradas para os problemas, envolvendo os vários sectores; Articulação, promover acções concertadas entre as diversas entidades; Participação, mobilizar as entidades e populações locais para participarem activamente na resolução dos problemas; Inovação, descentralizar e flexibilizar os serviços.
O presidente da Câmara de Anadia, Litério Marques realçou que «a autarquia, ao longo deste tempo, tem vindo a participar em diversas acções para promover o bem-estar da população, através de protocolos estabelecidos com Instituições concelhias», no entanto, salienta que «é preciso ir mais além do que esse tipo de protocolos».
Litério Marques diria que «há carências sociais de vária ordem», como tal, «há necessidade de combater e de encontrar resposta para toda esta problemática». Acrescentaria ainda que «o nosso concelho não é dos que mais sofre, no entanto, é necessário implantar este projecto, para que os problemas existentes se possam resolver e não se alastrem. Digamos que é mais no sentido da prevenção que iremos actuar».
O Programa Rede Social de Anadia é financiado em cerca de 60 mil euros. Este dinheiro serve apenas para o arranque do programa, uma vez que, vai permitir contratar uma técnica especializada, adquirir o equipamento necessário, acções de formação e apoio de consultoria externa.
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