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NOTÍCIAS |  | | 05-05-2004
| Mulher agredida no estacionamento das Urgências
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| | Uma mulher de 36 anos, residente na Gafanha de Aquém, terá sido agredida na madrugada de domingo pelo casal de proprietários do bar existente por baixo da sua casa. As testemunhas presentes no local confirmam a violência da agressão e a gravidade dos ferimentos, enquanto o alegado agressor nega ter participado no ataque
Uma mulher de 36 anos terá sido vítima de agressão na madrugada de domingo, quando se dirigia ao Hospital de Aveiro. Após alegada perseguição desde a zona onde mora, na Gafanha de Aquém, até ao destino, a mulher terá sido violentamente espancada pelo casal que seguia no carro imediatamente atrás de si.
Alice (nome fictício) saiu de casa às 4 horas da madrugada para procurar uma farmácia de serviço. Após alguns minutos a conduzir, ter-se-á apercebido de que o casal de proprietários do café junto à sua casa seguia imediatamente atrás de si. Ao encontrar as várias farmácias da zona fechadas, Alice segue rumo a Aveiro, para se dirigir ao Hospital, notando que a viatura continua a segui-la.
Ao parar o carro no estacionamento do Serviço de Urgências, a viatura do casal terá bloqueado a traseira do seu carro, impedindo-a de recuar. Segundo a vítima, nesse momento a mulher que seguia no carro terá saído e dado alguns murros no carro, começando a agredir Alice. Seguidamente, o marido ter-se-á juntado, agredindo a vítima com violentos socos. Alice refere que «sobretudo ele, foi muito violento».
Um bombeiro, alertado pelos gritos, terá posto cobro à situação, com o apoio de alguns populares que entretanto se juntaram. Os alegados agressores puseram-se em fuga, apesar do esforço dos presentes em detê-los.
Alice foi imediatamente observada no Hospital de Aveiro, apresentando alguns hematomas e várias escoriações. Foi imediatamente apresentada queixa junto das autoridades e, na segunda-feira passada, a vítima compareceu em tribunal para exame médico, de modo a comprovar a existência de ferimentos. O caso segue agora a via legal, já que a vítima considera que «tem de ser feita justiça».
A quezília entre os intervenientes deste caso remonta há mais de um ano, altura em que os vizinhos do estabelecimento dos alegados agressores se manifestaram contra o barulho, que incomodava os moradores. Há um ano atrás foi entregue na Câmara Municipal de Ílhavo (CMI) um abaixo-assinado com 21 assinaturas de residentes, entre os quais Alice seria a mais lesada, por morar exactamente por cima bar em questão.
A autarquia terá feito diversos avisos aos proprietários para que diminuíssem o ruído, não tendo estas advertências surtido efeito. Na continuidade do não cumprimento destas recomendações, a CMI decidiu-se na segunda-feira pela redução do horário do estabelecimento das 2 horas da madrugada para a meia-noite. A vítima acrescenta que o próprio presidente da autarquia já lhe tinha dito que poderia sofrer represálias, mas que nunca pensou «que fossem represálias tão fortes».
Contactado pelo Diário de Aveiro, o alegado atacante não confirma a sua participação no caso, alegando que apenas a esposa terá agredido a vítima. As testemunhas, porém, garantem que a esposa agrediu Alice, de facto, mas que, a dado momento, se terá limitado a «segurar para o homem lhe bater». Uma testemunha, também contactada por este jornal, mas que solicitou anonimato, relatou o incidente, garantindo que a vítima foi violentamente espancada durante 5 a 10 minutos, e que «o homem batia-lhe de mão fechada, dava-lhe murros atrás de murros, arrancaram-lhe pedaços de cabelo». Esta testemunha acrescenta que «a senhora estava cheia de sangue, e acho se não fossemos nós ela hoje estaria em muito pior estado». Para além disso, o alegado agressor terá ameaçado um dos presentes, que o interpelou perguntando se não tinha vergonha de estar a bater numa mulher e não terá hesitado em avançar com o carro sobre as testemunhas que tentaram impedir a fuga do casal.
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