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NOTÍCIAS |  | | 05-05-2004
| Recolha de alimentos durante o fim-de-semana
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| | No próximo fim-de-semana, o Banco Alimentar Contra a Fome volta a promover uma campanha de recolha de alimentos. No distrito de Aveiro, são 15 os concelhos aderentes à iniciativa, este ano com a estreia de Sever do Vouga
Duas vezes por ano, o Banco Alimentar Contra a Fome leva a cabo uma campanha de recolha de alimentos em supermercados um pouco por todo o país. É nesta altura do ano
que a sua acção ganha mais visibilidade, mas trata-se de uma instituição que trabalha arduamente ao longo de todo o ano e que nunca pára de receber alimentos.
Desde 1992 que o Banco Alimentar Contra a Fome recolhe, armazena e distribui alimentos que chegam a mais de 100 mil pessoas carenciadas em todo o país. Um trabalho é feito quase exclusivamente por voluntários e que no caso de Aveiro deu os primeiros passos em 1997, com uma recolha de alimentos a acontecer em três concelhos (Aveiro, Águeda e Estarreja) e a conseguir juntar 19 toneladas de géneros. Desde então passaram oito anos e um grande crescimento para o Banco Alimentar Contra a Fome de Aveiro, classificada como Instituição de Superior Interesse Social, ao lado do Banco Alimentar do Porto e Lisboa. A sua coordenação está entregue, desde o início, ao coronel Martinho Pereira e na campanha de Natal foi possível reunir perto de 100 toneladas de alimentos em 15 dos 19 concelhos do distrito de Aveiro.
Este ano, a grande novidade vai para a «estreia» de Sever do Vouga, com seis pontos de recolha de alimentos, ficando de fora Vale de Cambra, Arouca, Oliveira de Azeméis e São João da Madeira. De acordo com Martinho Pereira, «para as campanhas acontecerem basta que localmente haja a mobilização de um grupo de pessoas, com a certeza que o Banco Alimentar dá todo o apoio que for possível». Quanto à receptividade da população, este responsável garante que «é sempre surpreendente e cada vez maior. Mesmo em tempo de crise e com a maioria dos portugueses a fazerem contenção económica, é fantástico o espírito de solidariedade que o Banco Alimentar desperta e a forma como correspondem às campanhas de recolha», comentou, acrescentando que «isso acontece porque se trata de uma instituição credível e que garante às pessoas que os alimentos recolhidos vão matar a fome a quem realmente precisa e que, em hipótese alguma, voltam a integrar o circuito comercial». Garantias que em sua opinião contribuem para que as duas campanhas anuais sejam um verdadeiro sucesso.
Voluntários, precisam-se
O voluntariado está sempre presente em cada campanha de recolha de alimentos, promovida pelo Banco Alimentar Contra Fome de Aveiro. São eles que fazem a «máquina» trabalhar, asseguram a recepção dos alimentos nos vários estabelecimentos comerciais e são também eles que fazem a triagem dos alimentos, já na sede da instituição. No distrito de Aveiro, para cada campanha decorrer sem sobressaltos seria necessária a participação de 1.500 voluntários, mas os números reais ainda estão longe. No caso concreto de Aveiro, 500 seria o número ideal de voluntários, mas na verdade têm aparecido nos últimos anos cerca de 300 pessoas. «Embora todos os anos haja novas entradas, ainda estamos longe do patamar ideal, sob pena de sobrecarregarmos os voluntários que participam», referiu Martinho Pereira, mais uma vez apelando a todos «para terem a coragem de viverem uma vez só a experiência, pois tenho a certeza que nunca mais conseguem deixar de ser voluntários. É uma coisa que depois de entrar nunca mais sai e dá-nos um bem-estar único», garantiu.
Futuro incerto
Quanto ao futuro do Banco Alimentar de Aveiro, o seu responsável admitiu alguns receios, mas também a certeza que a Câmara Municipal vai estar ao seu lado e encontrar a melhor solução. Em causa estão as instalações que o Banco Alimentar ocupa desde 1997, cedidas gratuitamente pela autarquia e, inclusivamente, recentemente ampliadas para o dobro. O espaço localiza-se atrás da Estação dos Caminhos-de-ferro e o prolongamento desnivelado da Avenida Dr. Lourenço Peixinho vai implicar, forçosamente, arranjos urbanísticos que poderão passar pela demolição do edifício onde o Banco está instalado. A questão já foi abordada junto da Câmara Municipal e, apesar da resolução do problema estar adiada por três a quatro anos, foram dadas todas as garantias que será encontrada a melhor solução para a instituição continuar o seu serviço.
Em 2003, foram apoiadas 159 instituições aveirenses e Martinho Pereira garante que «seria desastroso para todas elas se a ajuda do Banco Alimentar acabasse de um momento para o outro».
Resultados da campanha de Natal
Aveiro- 29.835 Kg
Águeda- 7.814 Kg
Anadia- 4.206 Kg
Albergaria-a-Velha- 2.905 Kg
Estarreja- 4.292 Kg
Espinho- 5.541 Kg
Oliveira do Bairro- 3.467 Kg
Ílhavo- 4.995 Kg
Mealhada- 2.591 Kg
Murtosa- 779 Kg
Ovar- 11.146 Kg
Santa Maria Feira- 10.427 Kg
Vagos- 2.707 Kg
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