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NOTÍCIAS |  | | 05-05-2004
| Ninguém sabe quem matou a Paula Maia
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| | A Polícia Judiciária de Aveiro continua a trabalhar no homicídio de Paula Maia, ocorrido em Agosto do ano passado. O mistério adensa-se à medida que o tempo passa e as pistas não se têm revelado consistentes
A Polícia Judiciária de Aveiro há muito que descartou a possibilidade da violenta morte de Paula Alexandrino Maia, de 23 anos, ocorrida em Agosto do ano passado, ter sido causada por motivos passionais. Segundo Francisco Gramunha, inspector-chefe da PJ aveirense, «essa foi uma hipótese colocada na altura, mas as investigações entretanto encetadas não foram conclusivas e foi posta de parte».
Sabendo que o móbil do crime não foi o roubo do estabelecimento onde a vítima trabalhava, as autoridades ficaram baralhadas. Não sendo assalto nem crime passional, o que estaria por detrás da morte da jovem? Surge, entretanto uma nova pista levantada pela utilização do cartão de crédito da vítima, na qual as autoridades investiram, mas até agora sem grandes resultados práticos. O levantamento terá sido efectuado numa caixa multibanco na zona de Aveiro, alguns dias depois do crime.
A informação é confirmada pelo inspector sem, contudo, acrescentar grandes pormenores. «As imagens de vídeo captadas junto à caixa multibanco à hora que o movimento foi efectuado, não são conclusivas», revelou.
A fraca qualidade da câmara que captou os movimentos do indivíduo, que se transformou no suspeito número um da polícia, pode ser a razão principal da dificuldade encontrada pelo trabalho da polícia. «As pessoas não sabem dizer quem é», lamenta o responsável.
Francisco Gramunha assegura que continua a trabalhar no sentido de desvendar o mistério da morte de Paula Alexandrino Maia mas, neste momento, «não há evolução nenhuma de relevo nas investigações».
A violenta morte de Paula Alexandrino Maia, de 23 anos, ocorrida a 12 de Agosto do ano passado, deixou abalada a povoação de Oiã, no concelho de Oliveira do Bairro. Os habitantes da localidade, e sobretudo os vizinhos e amigos da família, ainda hoje não se conformam com o falecimento e a forma como ele aconteceu: a jovem foi encontrada baleada com cinco tiros no interior das instalações de uma empresa em Mamodeiro, em Aveiro.
A jovem foi encontrada na casa de banho da unidade comercial por três familiares, que ficaram desconfiados por terem visto o portão de acesso ao parque de estacionamento fechado, já durante o horário de funcionamento, pouco passava do meio-dia. O cadáver ensaguentado da empregada estava nas instalações sanitárias, sentada no bidé
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