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24-05-2020

O Diário de Coimbra faz 90 anos e apela aos leitores e anunciantes para o ajudarem a sobreviver à pandemia



Quis o destino que os 90 anos do Diário de Coimbra se assinalassem no meio de uma crise com uma dimensão que pensávamos já não ser possível nos dias de hoje. São momentos de angústia, os que estamos a viver, durante os quais precisamos de referências de confiança que nos ajudem a tomar as melhores decisões. E é esse papel que, desde 24 de Maio de 1930, nos esforçamos por ter junto de cada um dos nossos leitores. Quem nos lê sabe que somos verdadeiros, independentes e que diariamente pode contar com um jornal que lhe é útil e no qual pode confiar sem reservas.
Este caminho foi iniciado pelo nosso Avô, Adriano Viégas da Cunha Lucas (1883-1950), que fundou o jornal em 1930, e depois liderado e desenvolvido pelo nosso Pai, Adriano Mário da Cunha Lucas (1925-2011) ao longo de seis décadas. Recordamos ambos com muita saudade.

Durante estes 90 anos, o Diário de Coimbra esteve um ano sem se publicar por castigo imposto pelo Estado Novo e sobreviveu. Foi alvo de várias armadilhas da PIDE e da censura e a todas soube responder. No pós 25 de Abril, atacado pelos movimentos comunistas que o queriam controlar, conseguiu manter-se independente e ao serviço de Coimbra e das Beiras. Uma independência que se conquistou graças aos seus muitos leitores e anunciantes que asseguram as receitas que sustentam o Diário de Coimbra.

A ameaça agora é outra, mas é muito grave. A pandemia paralisou a nossa economia e a queda abrupta da publicidade, a partir do passado mês de Março, coloca seriamente em risco a sobrevivência do Diário de Coimbra, bem como de todos os jornais livres e independentes, que, como nós, vivem exclusivamente das receitas provenientes da publicidade e da venda de jornais (aos assinantes e na banca), não dependendo do Estado nem de quaisquer grupos políticos ou económicos para lhes pagarem as contas.
Só contamos mesmo com os nossos leitores e anunciantes. Ficou, aliás, recentemente, à vista que do Governo só contamos com migalhas. Dos tão propalados apoios do Governo à Comunicação Social, no montante de quinze milhões de euros, cujos critérios de distribuição falta esclarecer, só caberão ao Diário de Coimbra vinte mil euros e para os diários associados de Aveiro, Leiria e Viseu um total de perto de trinta mil euros. Apenas cerca de 0,3% da verba global dos apoios a distribuir. Aos grupos de Comunicação Social de Lisboa e do Porto mais estabelecidos, caberá a parte de leão. Alguns com apoios superiores a três milhões de euros e outros, cuja circulação em venda de jornais é parecida com a nossa, terão apoios cerca de dez vezes superiores. Infelizmente foi sempre assim. Em muitos actos concretos do poder político concentrado na capital, parece existir apenas Lisboa e Porto e quem lhe está próximo, e o resto do País é paisagem.
Na nossa Cidade e na nossa Região, face ao enorme desafio e dificuldades que a pandemia trouxe a todos, temos fundamentalmente de contar uns com os outros e de nos ajudarmos mutuamente. Tudo faremos para que o Diário de Coimbra continue na sua missão de informar, em defesa das populações de Coimbra e das Beiras, mas o jornal também necessita agora, urgentemente, para conseguir ultrapassar esta fase tão difícil, de um redobrado apoio dos seus leitores e anunciantes, a quem apelamos para fazerem novas assinaturas do jornal e mais inserções publicitárias aos seus produtos. Neste contexto tão desafiante para todos, as prioridades que cada um nós tem relativamente ao que considera essencial salvaguardar, reflectem-se nas escolhas de consumo e de investimento que diariamente fazemos. Acreditamos que o jornalismo independente é essencial para que cada pessoa tenha livre acesso à informação e para que as sociedades democráticas e pluralistas em que vivemos possam subsistir.
Tal como aconteceu no passado, lutaremos para tentar superar esta crise e sobreviver. Os cidadãos precisam (ainda mais) de informação credível e útil e as empresas precisam de promover os seus negócios. Juntos vamos assim honrar estes 90 anos de história e tudo fazer para assegurar que as gerações vindouras poderão continuar a ter uma referência de confiança na sua região. A Liberdade de Imprensa está seriamente ameaçada mas não vamos ceder. Com apoio dos leitores e anunciantes, vamos lutar para garantir a manutenção deste bem tão precioso para uma sociedade que se deseja livre, desenvolvida e democrática.
O Diário de Coimbra, desde o seu primeiro número, assume-se com um jornal republicano e liberal, defensor da Liberdade de Imprensa, da economia de mercado, da regionalização e da plena integração e unificação europeia. Este é o nosso compromisso que hoje, neste dia especial, reiteramos com os nossos leitores e anunciantes, que são a nossa única razão de ser. Uma palavra ainda para todos os que nestes 90 anos ajudaram e ajudam a levar a bom porto esta nobre missão de levar o mais longe possível a mais vasta e importante informação.

Bem hajam

Adriano Callé Lucas
Miguel Callé Lucas


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