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21-03-2005

«Pastéis» indigestos e um estragado


Aveirenses voltam a cair no último lugar

Belenenses 2 Marco Aurélio; Amaral, Wilson, Rolando e Sousa; Rui Ferreira, Zé Pedro e Juninho Petrolina; Neca, Paulo Sérgio e Antchouet. Substituições: Juninho Petrolina por Marco Paulo (45m); Antchouet por Lourenço (63m) e Neca por Andersson (81m). Suplentes não utilizados: Pedro Alves, Cristiano, Rodolfo Lima e Catanha. Treinador: Carlos Carvalhal Beira-Mar 0 Srnicek; Ricardo, Alcaraz, Jorge Silva e Tininho; Sandro, Beto e Mário Loja; Ahamada, McPhee e «Tanque» Silva. Substituições: Mário Loja por Ali (57m), «Tanque» por Kingsley (57m) e Tininho por Rui Lima (68m). Suplentes não utilizados: Galekovic, Filipe, Marcelinho e Ribeiro. Treinador: Luís Campos Estádio do Restelo, em Lisboa. Assistência: cerca de 2.500 espectadores. Árbitro: João Henriques (Coimbra). Auxiliares: Gadínio Evaristo (Coimbra) e António Godinho (Coimbra). Quarto árbitro: Fernando Ferreira (Coimbra). Ao intervalo: 0-0 Marcador: Marco Paulo (52 e 91m) Acção disciplinar: cartão amarelo para «Tanque» Silva (27m), Sousa (87m) e Kingsley (93m). O Beira-Mar apareceu em campo com Alcaraz a titular - emparceirou com Jorge Silva no centro da defesa, e Ricardo a lateral direito, mas a maior surpresa na formação inicial dos aveirenses, foi a colocação de Mário Loja na posição de médio esquerdo, libertando Sandro para a marcação directa a Juninho Petrolina. O jogo começou algo lento, mas aos oito minutos, Ahamada cruzou da esquerda, solicitando a entrada de McPhee, mas o escocês rematou por alto. Seguiu-se uma fase de futebol monótono, até que aos 26 minutos, Paulo Sérgio, isolado, tentou ladear Srnicek, mas o guardião checo, com uma palmada, desviou a bola para canto, negando o golo ao Belenenses, na única oportunidade criada pelos azuis em toda a primeira parte. O contra-ataque do Beira-Mar funcionava aceitavelmente e, à meia hora, um grande remate de Ricardo embateu na barreira defensiva dos locais, com a recarga de Beto a sair depois à figura de Marco Aurélio. Passados quatro minutos Ahamada teve uma excelente iniciativa, agora pela direita, rematou forte e cruzado, levando a bola a roçar o poste direito da baliza do Belenenses. Em função da boa capacidade de resposta da equipa de Aveiro, o empate que se registava ao intervalo era inteiramente justificado. Substituição dá golo No recomeço, Juninho Petrolina ficou no balneário, sendo substituído por Marco Paulo, tendo este, aos 52 minutos, marcado o primeiro golo, na conclusão de uma grande jogada de Paulo Sérgio e após um corte deficiente da defensiva aveirense, com o marcador a encostar o pé à bola, que entrou cruzada na baliza de Srnicek. O treinador do Beira-Mar fez duas trocas simultâneas, metendo Ali e Kingsley, no lugar de Mário Loja e «Tanque» e, a dado passo, passou a jogar com apenas três defesas. Aos 71 minutos, Ahamada, que se isolou após falha de Rolando, acabou por se deixar antecipar, quando teve tudo para fazer golo. O Belenenses geria o resultado e, aos 75 minutos, Paulo Sérgio fez o mais difícil, ao rematar para fora, quando seguia isolado. No minuto 77, Marco Aurélio fez a defesa da tarde, desviando sobre a barra um golpe de cabeça de Ricardo, que daria o empate. O Beira-Mar nunca desistiu de procurar a igualdade e, em cima dos 90 minutos, um remate de cabeça de Sandro, obrigou Marco Aurélio a defesa de recurso para canto. E já em tempo de descontos, o Belenenses chegou ao segundo golo, num lance que começou numa jogada com mão de Lourenço, acabando Marco Paulo, em posição que também pareceu duvidosa, por bisar e selar uma vitória que, apesar de tudo, se aceita. O Beira-Mar, caso os seus jogadores tivesse tido a clarividência suficiente no momento do remate, podia ter conquistado um ponto, num jogo com arbitragem sem problemas, excluindo o lance do segundo golo. Beira-Mar à lupa Srnicek (6) – Uma grande defesa na primeira parte e batido sem apelo por duas vezes. Ricardo (5) – Bateu-se bem e quase empatou o chegou. Alcaraz (5) – Começou nervoso, mas recompôs-se, merecendo o regresso. Jorge Silva (6) – Foi de longe o melhor elemento da defensiva e apoiou o meio campo Tininho (5) – Melhor na primeira do que na segunda parte. Sandro (6) – Demonstrou que é titular indiscutível, mas ainda de falta ritmo. Beto (6) – Correu muito, alguma coisa não saiu bem, mas fez uma actuação positiva Mário Loja (5) – Sacrificado à estratégia inicial, procurou cumprir. McPhee (5) – Lutou mais do que produziu e perdeu uma soberana oportunidade. «Tanque» Silva (4) – Jogou em várias posições, mas rendeu pouco. Ali (3) – Chamado em hora difícil, tentou alguns cruzamentos desaproveitados. Kingsley (3) – Entrou com vontade, teve uma perdida flagrante e desceu de rendimento. Rui Lima (2) – A última opção não resultou, pois entrou mal no jogo. O Melhor Ahamada (6) – Voltou a exibir-se em plano destacado, a exemplo do que havia acontecido uma semana antes. Primeiro como extremo e depois como apoiante do ataque, passaram por si as melhores iniciativas da equipa. Só foi pena aquela perdida. Luís Campos no final «Fomos a melhor equipa» «Fizemos uma excelente primeira parte, durante a qual o Belenenses só criou uma oportunidade e nós outra. Tínhamos o jogo controlado, mas o Paulo Sérgio foi genial ao fazer um passe para o golo. Ainda reagimos bem, mas o Marco Aurélio evitou o empate por duas vezes. Perdemos com dignidade, apresentamos qualidade de jogo e acho que fomos a melhor equipas». Jacinto Martins

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