|
NOTÍCIAS |  | | 20-03-2005
| «Águas turvas» no saneamento da Feira
| | CDU denuncia situação na empresa Indáqua |
| | A CDU denuncia as «águas turvas em que se movem os negócios do saneamento básico» em Santa Maria da Feira. O caso já foi levado à Comissão Europeia pela eurodeputada Ilda Figueiredo
A CDU de Santa Maria da Feira denuncia, em comunicado, as «águas turvas em que se movem os negócios do saneamento básico» naquele concelho do norte do distrito de Aveiro. O Diário Económico noticiou que a Indáqua, empresa do grupo Mota-Engil que detém desde 2000 a concessão de água e saneamento de Santa Maria da Feira, viu o Banco Europeu de Investimento (BEI) suspender um investimento de 60 milhões de euros porque a autarquia feirense e a empresa SIMRia – responsável pelo saneamento em vários concelhos da região - não fizeram investimentos em seis ETAR, conforme o estipulado entre as partes. A Indáqua comprometeu-se a investir cerca de 100 milhões de euros até 2008 em modelo de «project finance», mas deste montante apenas 20 milhões foram investidos pelos accionistas. Os restantes 80 milhões viriam do BEI, que, após uma primeira «tranche» de 20 milhões, suspendeu o financiamento.
Para a CDU, «nada disto é surpresa», adverte o partido em comunicado. «Vimos alertando, desde a privatização dos Serviços Municipalizados, de que seria necessária - o que aliás está prevista no contrato de concessão - a constituição e funcionamento de uma comissão de acompanhamento que zelasse pelos interesses do município e da sua população», lembra, acrescentando: «E os cidadãos, não fora a CDU, estariam a leste, neste pseudo-paraíso onde quem paga é o utente e quem lucra é o monopólio da Indáqua», empresa acusada de «não cumprir as suas obrigações».
A eurodeputada da CDU Ilda Figueiredo – que foi cabeça-de-lista por Aveiro da coligação nas eleições legislativas de 20 de Fevereiro, já se envolveu no processo, procurando esclarecimentos sobre o assunto junto da Comissão Europeia. A comunista afirma que a situação actual representa a «paralisação de investimentos essenciais à população» e refere-se ao caso como «um exemplo negativo da concessão a privados da gestão de investimentos na área da água».
Rui Cunha |
|  |
|
|
|
|
|
 |
|
|