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NOTÍCIAS |  | | 19-03-2005
| Doentes «incomodados» com ruído de martelo pneumático
| | Demolição da antiga Urgência termina hoje |
| | As obras de demolição da antiga Urgência do Hospital Infante D. Pedro têm causado algum descontentamento em quem se encontra internado. O ruído provocado pelo martelo pneumático é ensurdecedor, mas a Direcção Clínica desdramatiza a situação. O processo de demolição termina hoje
As obras de demolição da antiga Urgência do Hospital Infante D. Pedro têm causado algum descontentamento em pessoas com familiares internados no primeiro piso, designadamente na unidade de Cirurgia/Mulheres.
O desagrado está relacionado com o ruído provocado pelo martelo pneumático necessário à demolição das paredes da antiga Urgência. O ruído diário, nos últimos quatro ou cinco dias, fez disparar algumas críticas perante os responsáveis pela Direcção Clínica da unidade hospitalar. Caso do filho de uma paciente em fase terminal, que lamenta o ruído e o incómodo gerado sobretudo na ala em que a sua mãe se encontrava até ontem. «Foram precisos 15 dias para conseguir que a minha mãe fosse transferida para outra cama, na ala dos Homens, onde o ruído é menor», recorda, aplaudindo as obras necessárias à futura Urgência e ao mesmo tempo lamentado o facto da Administração «não ter acautelado situações como estas». «Tinham de ter criado condições para evitar o menor ruído possível», defende, recordando que a sua familiar se queixava com frequência do barulho enquanto se encontrava lúcida.
O director clínico do Hospital, Capão Filipe, desdramatiza o problema levantado pelos familiares da paciente em causa e diz que o ruído provocado pelas obras se traduz num fenómeno que ocorre ao nível nacional sempre que há necessidade de realizar obras de fundo. Além disso, sublinha que os doentes beneficiaram de alguma mobilidade sempre que havia «justificação clínica», isto é, puderam trocar com outros que tolerassem mais o ruído. A demolição necessária termina hoje, mas Capão Filipe frisa que «tem de haver prejuízo do ruído em benefício da comunidade» e que «esta será compensada no final do ano com um dos melhores serviços de Urgência do país».
O Hospital Infante D. Pedro está equipado com 400 camas para internamento. Capão Filipe afirma que não se regista «ruptura», mas que a unidade hospitalar está a lidar com o número máximo das camas existentes, que ficam automaticamente preenchidas assim que é dada alta a alguns doentes.
Cristina Paredes |
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