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NOTÍCIAS |  | | 18-03-2005
| E agora Aveiro Basket?
| | Barreirense vence com mérito e afasta aveirenses da «final 8» |
| | Aveiro Basket 90
João Figueiredo (30), Greg Morgan (8), Pedro Nuno (19), Cláudio Sardo (2), Rod Smith (16) – cinco inicial – Daniel Félix (7) e Boris Jaman (8)
Treinador: Emanuel Seco
Barreirense 99
Diogo Carreira (12), Aleksandar Matic (21), Steffon Bradford (27), Alex Dench (16) e João Gomes (18) – cinco inicial – António Pires (5) e António Carrilho (2)
Treinador: José Damas
Pavilhão do Galitos, em Aveiro
Árbitros: Fernando Rocha e Sérgio Silva
Oficiais de mesa: Cristina Alijas, Mara Pinto, Luís Santiago e Nuno Silva
Por períodos: 17-29; 22-23; 32-25; 19-22
O Aveiro Basket está fora da Taça de Portugal. Depois da excelente vitória sobre o FC Porto, a equipa de Emanuel Seco acabou por desiludir, perdendo com o Barreirense, que realizou um excelente jogo, justificando plenamente o apuramento para a «final 8» da competição. Com esta derrota, o Aveiro Basket, pelo segundo ano consecutivo, falha os três grandes objectivos da época (Taça da Liga, «play-off» da Liga e fase final da Taça de Portugal), o que não deixa de ser sintomático quanto ao fracasso desportivo destas duas últimas temporadas. E agora? Até ao final da temporada que Aveiro Basket vamos ter? Conseguirá a equipa manter os mesmos índices de motivação, sabendo que é praticamente impossível qualificar-se para os «play-off» da Liga Profissional?
Neste jogo, o Aveiro Basket estreou o croata Boris Jaman, mas por outro lado, não pôde contar com João Santos, devido a lesão. A ausência do jovem jogador aveirense acabaria por ter muito maior impacto do que a inclusão do novo reforço, já que Boris Jaman teve uma estreia infeliz, enquanto que a vaga deixada em aberto por João Santos, acabou por constituir uma dificuldade acrescida.
Os aveirenses, com Cláudio Sardo no «cinco» inicial, no lugar de João Santos, perderam o jogo na primeira parte, nomeadamente no primeiro período, que foi mesmo muito mau. Ao contrário do Aveiro Basket, o Barreirense foi sempre uma equipa confiante e eficaz. Foi mais forte nos ressaltos, obteve melhores percentagens de lançamento e só não chegou ao intervalo com uma vantagem mais ampla (39-52), porque os «triplos» de João Figueiredo, de certa forma, disfarçaram o desacerto aveirense.
Aos sete minutos, e com o marcador em 8-19, Emanuel Seco fez entrar Boris Jaman, mas sem resultados. O croata nunca virou a cara à luta, teve boa atitude, mas não foi feliz. Na primeira actuação com a camisola do Aveiro Basket, até deu a ideia de não ser mau jogador, mas falhou muitos lançamentos e ainda foi vítima de algumas faltas mal assinaladas pela dupla de arbitragem. Consigo em campo, as coisas não melhoraram e o Barreirense, já no segundo parcial, até conseguiu aumentar a vantagem para 21 pontos, e reforçar a sua superioridade.
No terceiro período, e já depois de ter posto a jogar os seus três atletas mais altos, (Smith, Boris e Morgan em simultâneo, também não resultou), foi a vez de Emanuel Seco lançar Daniel Félix, decisão da qual resultou a melhor fase do Aveiro Basket no jogo. A defender melhor, e sempre com João Figueiredo em grande plano, a equipa da «casa» superiorizou-se no terceiro parcial (32-25), chegando mesmo aos quatro pontos de diferença, já no último período. Mas, do outro lado, estava uma equipa que «tremeu» mas não «caiu». O Barreirense, com um «cinco» base a jogar muito bem, teve o mérito de saber resistir, obtendo em Aveiro o «passaporte» para um dos momentos altos da época, com total justiça.
O «triplo de João Figueiredo, no último segundo do terceiro parcial, obtido da linha do meio campo, foi o momento mais alto de uma exibição individual, verdadeiramente espectacular. Mais do que ninguém, o «base» aveirense, com trinta pontos marcados, não merecia perder o jogo. Rod Smith voltou a destacar-se pela sua capacidade de ressaltador (16), mas desperdiçou muitos cestos fáceis, em zonas próximas do cesto contrário. Pedro Nuno foi sempre um elemento inconformado, cotando-se como o melhor do Aveiro Basket, logo a seguir a João Figueiredo. Pelo contrário, Greg Morgan foi de uma inutilidade quase total, tanto no ataque (apenas oito pontos marcados) como nas acções defensivas.
Num jogo com uma razoável arbitragem, merece destaque a exibição global do Barreirense, cuja vitória alcançada em Aveiro, não pode ser minimamente contestada.
Pedro Neves |
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