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18-03-2005

Consumo de água cresceu 20 por cento em Aveiro


Apesar do apelos relacionados com a seca

Num momento em que o país atravessa um período grave de seca, o consumo de água em Aveiro cresceu 20 por cento nos últimos dias. Os SMA apelam à poupança do precioso líquido até que a situação regresse à normalidade O período de seca que afecta o nosso país não deverá, em princípio, provocar falhas no abastecimento de água em Aveiro. O concelho aveirense é abastecido, em cerca de 75 por cento, pelo Sistema Regional do Carvoeiro (com águas captadas nas profundidades do Rio Vouga), mas possui captações alternativas próprias, distribuídas pelo concelho. De qualquer maneira, os SMA (Serviços Municipalizados de Aveiro) dependem bastante da água proveniente deste sistema e, como tal, o director-delegado Alberto Roque, está apreensivo porque «os últimos dias registaram um acréscimo no consumo de água, na ordem dos 20 por cento». Uma situação a que não deve ser alheia a subida da temperatura e o aumento das necessidades de rega dos jardins e produtos hortícolas. O cenário é complicado «mas ainda não é alarmante», adverte Alberto Roque que não perde tempo e está já a traçar um plano de contingência para o caso de não chover nos tempos mais próximos. «Para já, é importante sensibilizar a população para poupar água». O referido plano de contingência prevê ainda a distribuição de folhetos nas escolas chamando a atenção para o problema, a feitura de um inventário dos recursos hídricos disponíveis e a redução nos sistemas de rega pública. Alberto Roque lamenta a descoordenação que se vive entre as entidades que tutelam a crise da água. «Ninguém sabe quem manda», critica, acrescentando que é «premente saber-se qual a entidade que tem por obrigação coordenar as acções porque a situação pode agravar-se». O administrador-delegado dos SMA defende que num cenário difícil «será necessário haver solidariedade entre os municípios e que os que têm água devem ser solidários com os que têm problemas de abastecimento relacionados com a seca». O presidente da Associação de Municípios do Carvoeiro-Vouga, João Agostinho, por seu lado, afastou o risco imediato da água vir a faltar nas torneiras dos concelhos abastecidos por aquelas captações. «Neste momento, o abastecimento de água à rede pública está a processar-se com toda a normalidade», informou o responsável que acumula o cargo de presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha. «Estamos muito atentos ao desenvolvimento da situação de seca que afecta parte do nosso país e nas suas repercussões na nossa região», disse João Agostinho que afasta qualquer perigo do precioso líquido poder vir a falhar nos próximos tempos. Para o autarca albergariense, o «importante, neste momento, é tranquilizar as populações», porque, justificou, «as nossas captações são de boa qualidade». É no Rio Vouga que a Associação de Municípios do Carvoeiro-Vouga retira a água que depois distribui pelos seis concelhos que fazem parte da associação. «O Rio Vouga ainda leva água e, nesse aspecto, estamos muito tranquilos», sossegou, não descartando a possibilidade de tomar providências no caso da seca persistir e vier a trazer consequências no abastecimento. Legenda «voeiros»: Níveis de água ainda não são alarmantes na região de Aveiro EM CAIXILHO Sever do Vouga ainda tem água De acordo com o Relatório Quinzenal de Acompanhamento da Seca, divulgado quarta-feira pelo Instituto da Água (INAG), o distrito com mais problemas no abastecimento é o da Guarda, com 2.245 pessoas afectadas, e Aveiro é o quarto distrito mais afectado, onde no concelho de Sever do Vouga, cerca de 750 pessoas da freguesia de Pessegueiro de Vouga têm dificuldades relacionadas com falta de água. O vereador António Coutinho, da Câmara Municipal de Sever do Vouga, desmente esta indicação. «Não há problema nenhum no abastecimento e o INAG confundiu uma informação de corte temporário devido a obras numa bomba executadas há mais de um mês». O autarca confirma que o «sistema não está a debitar a água normal para esta época do ano, mas não é nada de alarmante». Helena Pereira, uma moradora de Pessegueiro do Vouga descreveu ao Diário de Aveiro que há 25 anos que os poços da freguesia não apresentavam sinais de seca como actualmente. «Não temos água nos poços e os ribeiros levam um fio pequeno de água, o que não chega para regar as culturas», queixou-se. «A solução é deixar secar tudo», concluiu. Luís Ventura

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