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NOTÍCIAS |  | | 17-03-2005
| S. Roque adiado para Abril
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| | O novo espaço entre o IP-5 e o Canal de S. Roque será oficialmente aberto ao público na primeira semana de Abril. Por várias razões, entre as quais, de segurança, a inauguração já não será no próximo sábado. Mas o local já é utilizado por muitos, principalmente, ao fim de semana
Apesar de já ser utilizado pelo público, o novo espaço de lazer entre o Canal de S. Roque e o IP-5, em Aveiro, ainda não foi inaugurado oficialmente e, depois de apontada para o próximo sábado a abertura foi adiada para a «primeira semana de Abril», disse ontem ao Diário de Aveiro Matos Rodrigues, director-executivo da sociedade Aveiro Polis.
A primeira data pretendia coincidir a inauguração do novo espaço com o Dia do Pai, 19 de Março. A Aveiro Polis adequava o programa ao dia, com um conjunto de actividades ligadas à família. Afinal, parte significativa do público a que se destina o novo espaço.
A inauguração será noutro dia, mas mantém-se o tipo de programa preparado. O «objectivo central das intervenções Polis, é o de aproximar as pessoas às zonas ribeirinhas», explica Matos Rodrigues.
Segundo os planos, a instalação dos rails de protecção das pessoas contra o risco de despistes de automóveis de circulação automóvel no IP-5 ficará amanhã concluída sendo esta uma das razões que levou ao adiamento da abertura oficial. Os trabalhos de instalação dos rails iniciaram-se ontem.
Contudo, essa é uma razão determinante para o adiamento, embora hajam dois outros motivos. A colocação da protecção ganhou mais sensibilidade na sequência do despiste de um automóvel em circulação no IP-5 que atravessou a área a inaugurar, acabando por mergulhar no canal.
Outra razão para adiar a inauguração tem a ver com questões da agenda do novo ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia. Matos Rodrigues faz questão que o novo ministro esteja presente, por se tratar do ex-coordenador nacional do Programa Polis. Se nenhum outro evento for anunciado, e se Nunes Correia aceitar o convite, será o primeiro ministro do novo Governo com programa de trabalho em Aveiro. Segundo Matos Rodrigues, duas outras razões conduziram ao adiamento. Será também apenas em Abril porque até além de amanhã, «devido à falta de chuva não foi possível consolidar» a relva e restantes espaços verdes.
No desenvolvimento daquele projecto de requalificação urbana, falta ainda colocar um candeeiro na «ponte viária», junto aos Lavadouros Municipais e, tal como os rails de protecção, o ponto de luz, que completa o desenho da ponte, será instalado esta semana. O inovador candeeiro será uma espécie de mastro, lembrando as actividades ligadas à Ria e às embarcações de Aveiro.
Depois da abertura do novo espaço ao público, a Aveiro Polis avança noutra frente, para a construção de duas outras pontes no Canal de S. Roque de ligação à nova zona junto ao IP-5. Uma circular, com triplo acesso, e uma outra, entre a «ponte viária» ao extremo Nascente do canal.
Os concursos públicos para as duas pontes serão lançados depois da análise dos projectos que se espera que sejam entregues até à Páscoa.
A partir de Abril
O novo espaço lúdico da cidade é ainda dedicado ao estacionamento automóvel, permitindo a entrada a pé na zona urbana, evitando a entrada de 300 viaturas no bairro residencial da Beira Mar.
Além do estacionamento, o novo espaço que acompanha o Canal de S. Roque pode ser usado para passeios, a pé, de bicicleta numa zona de paisagem caracterizada pelas marinhas de sal e canais interiores da Ria. É acessível a pé, pela Ponte de Carcavelos, pela «ponte viária» ou pelo lado da antiga Lota.
Entre o canal e o IP-5, há vias de circulação, bancos de descanso, pontos de água, relvados, jardins, arvoredo focos de luz e o estacionamento perpendicular ao canal.
O plano Polis para aquela zona define «a integração urbana e ambiental daquela faixa». O custo da obra tem um orçamento de 2,2 milhões de euros, financiado pelo POR Centro em 1,5 milhões de euros e uma comparticipação da Aveiro Polis em 666 mil euros. A empreitada é desenvolvida segundo o projecto do Centro de Estudos da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
João Peixinho |
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