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NOTÍCIAS |  | | 17-03-2005
| Menina violada em Angeja
| | Grupo de três homens sequestra e ameaça menor com arma |
| | A Polícia Judiciária de Aveiro deteve, anteontem, três homens suspeitos de violar uma menina de 13 anos residente em Angeja. Os homens terão forçado a vítima a entrar num automóvel, tendo um deles mantido relações sexuais com ela
Três homens, detidos anteontem pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro da Polícia Judiciária, participaram no sequestro de uma menina de 13 anos, que acabou por ser violada, sendo que «um deles manteve relações sexuais com ela», segundo um comunicado da Directoria Nacional difundido ontem.
No passado domingo, os homens, entre os 24 e os 27 anos, de Angeja, abordaram a criança e forçaram-na a entrar na viatura em que seguiam, levando-a para um local ermo. A menina esteve sob a ameaça de uma pistola enquanto um deles mantinha «relações sexuais». A menina fazia o percurso, dentro da povoação, entre um café e a sua casa, quando foi abordada pelo grupo de três homens «a quem se imputa a autoria de crimes de sequestro e abuso sexual de criança». Um deles «está, já, indiciado por crime da mesma natureza».
Segundo comunicado da PJ, os indivíduos vão ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coacção tidas por adequadas.
Na sequência da detenção, «foram apreendidas a viatura e a arma utilizadas no acto criminoso».
Caso encerrado
Para a PJ de Aveiro, o caso de Fernando Teto, encontrado morto no Canal de S. Roque, na Ria de Aveiro, na manhã do passado domingo, é um processo que não merece uma investigação, pelos dados à disposição. «Não há elementos que apontam para a existência de crime», disse ontem o director do Departamento, Teófilo Santiago, ao Diário de Aveiro. A autópsia ao corpo já foi feita, os resultados não foram divulgados e desconhece-se, inclusive, se o caso terá algum desenvolvimento futuro.
Não há sinais de ter sido assaltado, mas tem marcas na cara, que podem ser interpretadas como pancadas cuja origem se desconhece, na zona dos olhos, boca e pescoço, assim como se via sangue desta zona do corpo. Segundo outros relatos, o corpo de Fernando Teto não apresentava sinais de afogamento.
Contudo, neste momento, está excluída a possibilidade de crime, face aos dados que a Polícia Judiciária possui.
Um suspeito
No caso da jovem, amarrada e amordaçada, lançada o Rio Vouga, em Cacia, na madrugada da passada sexta-feira, prosseguem as investigações no sentido da identificações dos responsáveis. Das informações tornadas públicas apenas transparece a detenção de um suspeito que pertencerá ao grupo de quatro homens envolvidos no crime.
A detenção de um alegado membro do grupo foi conhecida três dias depois dos acontecimentos entre a estrada que liga Costa Nova à Vagueira e Cacia. No caso de vir a ser julgado, poderá ser feita a acusação de tentativa de homicídio sobre a estudante de 19 anos.
A Judiciária de Aveiro continua a investigar este caso que tem conhecido uma projecção relevante e de condenação por parte da opinião pública, dada a violência usada contra a jovem. Contudo, para Teófilo Santiago, segundo declarações à Lusa, é um «acto isolado e não inserido numa actividade continuada» pelo que «é uma situação que não deve ser geradora de pânico» junto da população.
Segundo relato conhecido, a jovem de 19 anos, estudante, residente na Vagueira, fazia o caminho para casa, depois de abandonar um bar, em Aveiro. Foi seguida por dois carros que a barraram entre a Costa Nova e a Vagueira. Aparentemente, para a assaltar, foi coagida pelo grupo a revelar o código do cartão Multibanco. Depois, foi amarrada, amordaçada e lançada ao Rio Vouga, em Cacia, e abandonada. Contudo, conseguiu libertar-se e chegar à margem.
João Peixinho |
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