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NOTÍCIAS |  | | 16-03-2005
| «Penalties», nem vê-los!
| | Beira-Mar e Penafiel são as equipas mais penalizadas |
| | Vinte e cinco jogos realizados, sete «penalties» contra e nenhum a favor. Relativamente a grandes penalidades, o Beira-Mar é a equipa da SuperLiga que mais se pode «queixar», mas os motivos de uma época modesta não se prendem apenas com as questões da arbitragem. Em termos de plantel, por exemplo, Juninho Petrolina não foi devidamente substituído
No mínimo, curioso! À passagem da 25ª jornada da SuperLiga, Beira-Mar e Penafiel são as duas únicas equipas que ainda não beneficiaram de nenhum «penalty». No domingo passado, a formação aveirense, quase meio ano depois, voltou a vencer em casa, mas no tocante às grandes penalidades, ainda não foi desta que «matou o borrego».
Com o resultado a registar uma igualdade a um golo, surgiu um lance muito duvidoso, dentro da grande área da formação «canarinha», mas à semelhança de tantos outros deste campeonato, o árbitro João Ferreira nada assinalou e mandou prosseguir a jogada. Como se não bastasse, a formação aveirense é também a que mais grandes penalidades sofreu, nada mais, nada menos, do que sete.
Arbitragens não são desculpa
As arbitragens não podem justificar a má época que o Beira-Mar tem vindo a realizar, no entanto, se compararmos estes dados com os da Académica, por exemplo, facilmente constatamos que a actual diferença pontual entre os dois clubes (apenas um ponto), poderia ser bem mais ampla, porque ninguém de bom senso pode acreditar que ainda não tenha existido um único lance que seja, passível de grande penalidade a favor dos «auri-negros».
Ainda relativamente às questões da arbitragem, refira-se por curiosidade que o Beira-Mar, em termos disciplinares, é a décima melhor equipa da SuperLiga. Até ao momento, o clube de Aveiro já foi admoestado com 71 «amarelos», já teve três expulsões por acumulação e dois «vermelhos» directos, totalizando 83 cartões. No «ranking» da disciplina, o Vitória de Setúbal ocupa o primeiro lugar, enquanto que o FC Porto, surpreendentemente, é a formação mais indisciplinada.
A falta de um «número dez»
Outra das razões que amiúde surge para justificar a má época que o Beira-Mar tem vindo a realizar, prende-se com a falta de verdadeiro «número dez» e com o facto da saída de Juninho Petrolina não ter sido devidamente compensada. Basta dizer que o atleta brasileiro, sem estar a realizar uma temporada ao nível das que protagonizou com a camisola negra e amarela, ocupa ainda assim o segundo lugar na lista dos jogadores que mais assistências fazem para golo. Ao todo, Juninho já conseguiu seis assistências, tantas como Rochemback, do Sporting, e apenas suplantado por Ricardo Nascimento, médio ofensivo que recentemente trocou o Rio Ave pelo futebol coreano.
Pedro Neves |
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