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16-03-2005

Câmara e Beira Mar revêem protocolo


Mesmo que o clube permaneça na SuperLiga de futebol

O protocolo celebrado entre a Câmara de Aveiro e o Beira Mar vai ser revisto mesmo que o clube se mantenha na SuperLiga, a principal competição futebolística portuguesa. Alberto Souto, presidente da autarquia, revelou na noite de anteontem, no final de uma sessão da Assembleia Municipal, que está previsto que o acordo entre as duas instituições seja reavaliado a cada dois anos. Entre outros compromissos, o contrato regula a utilização do novo estádio municipal pelo clube. «Ao fim dos dois primeiros anos de vigência haverá uma revisão do protocolo, independentemente de qualquer descida de divisão», afirmou o autarca, que confia na permanência do Beira Mar na mais importante prova nacional. Alberto Souto lembrou ainda que o município transferiu, via EMA (empresa municipal que gere e explora o novo estádio), 500 mil euros para o Beira Mar durante o ano passado, o que contribuiu para a «situação financeira razoavelmente equilibrada» que o clube apresenta actualmente. Souto confirma Visabeira Entretanto, o chefe do executivo camarário confirmou que o Grupo Visabeira é quem está em melhores condições para vencer o concurso público para aumento e abertura de 49 por cento do capital da empresa municipal PDA a um parceiro privado. A PDA foi criada em 2002 para assegurar a construção de um conjunto de equipamentos a nascente de Aveiro, nomeadamente um campo de golfe, um centro hípico, campos de ténis, uma piscina, dois hotéis, um ATL e complexos de habitação. Alberto Souto calcula que os projectos possam ser concretizados até ao final do próximo mandato autárquico, garantindo que a Câmara não suportará mais custos. Segundo o edil, a autarquia já foi informada das conclusões e da fundamentação principal que constam do relatório do júri do concurso, que «indicam claramente que é a Visabeira a empresa que está em condições de ganhar», confirmando assim uma notícia avançada em primeira mão pelo Diário de Aveiro na semana passada. «Mas o processo ainda não está concluído, talvez só na próxima reunião é que possamos aprovar as conclusões do júri», advertiu o socialista, revelando ainda que a alteraçõa dos estatutos da PDA terá de ser aprovada em Assembleia Municipal. Três consórcios concorreram ao concurso público lançado pela Câmara: Rosas Construtores/BES, Grupo Visabeira e Grupo Pestana/Civilria. A operação visa a entrada de 244 mil euros na empresa, cujo capital é actualmente de 2,5 milhões de euros. Rui Cunha

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