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NOTÍCIAS |  | | 15-03-2005
| Seis tripulantes franceses salvos
| | Embarcação avaria a nove milhas da barra de Aveiro |
| | Seis tripulantes que navegavam em direcção a Lisboa foram ontem salvos da embarcação em que seguiam, a quatro milhas da praia da Torreira. O grupo de amigos saiu ileso graças ao comunicado de alerta que emitiram e ao trabalho das autoridades marítimas
Seis tripulantes do iate «La Jeanne» foram ontem salvos da embarcação de que ficaram prisioneiros depois de ter sofrido uma avaria no motor. O problema ocorreu pelas 2 horas, a nove milhas a Norte de Aveiro e a quatro da praia da Torreira. O alerta foi dado à Polícia Marítima, pelas 9.45 horas, e o iate acabaria por dar entrada na barra de Aveiro cerca das 17 horas, rebocado por uma embarcação e acompanhado pelo barco salva vidas do Instituto de Socorros a Náufragos de Aveiro – «O Senhor dos Navegantes».
O iate partiu do porto francês de La Rochele, no passado dia 7, em direcção a Lisboa, onde deveria chegar hoje. A embarcação encontra-se atracada em S. Jacinto a aguardar pela peça necessária à sua reparação. Calcula-se que os tripulantes deverão permanecer em Aveiro durante aproximadamente 15 dias.
À chegada da embarcação francesa, o comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Agostinho Velez, congratulou-se com o sucesso da acção levada a cabo e que terminou com o salvamento dos seis tripulantes. «Estou muito satisfeito por trazermos o veleiro a bom porto, o que é muito importante para a noção dos cuidados a ter no mar, pois não podemos ser reactivos mas sim pró-activos», salienta, expressando que «a segurança está acima de tudo». O comandante não esconde que as consequências poderiam ter sido «mais gravosas» se os tripulantes (considerados experientes) não tivessem accionado o comunicado de alerta «pan pan pan» – o segundo na hierarquia das comunicações prioritárias. Se assim fosse, a Capitania só teria conhecimento quando fossem observados destroços ou cadáveres.
A aposta do recém-empossado comandante da Capitania vai nesse sentido – o salvamento de vidas. Adverte, no entanto, para os riscos que se correm na água e alerta sobretudo quem tem embarcações de recreio para que verifiquem os coletes de salvamento e os extintores antes de embarcarem e colocarem em perigo os tripulantes. «Tudo faremos para salvar pessoas, mas há factores que não conseguimos controlar, como os de carácter meteorológico», expressa o responsável.
O Diário de Aveiro esteve na embarcação – depois de se encontrar fundeada em São Jacinto – para testemunhar a alegria de seis tripulantes franceses. Tanto Gilles Martinez como Losay Bernard (capitão e proprietário da embarcação) confessam que não sentiram medo do que lhes aconteceu e que lhes resta apenas esperar pela peça que virá de França. O capitão aproveitou a oportunidade para agradecer às autoridades envolvidas no salvamento, sobre as quais destaca o facto de receberem bem todos os tripulantes que seguiam no iate.
Cristina Paredes |
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