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NOTÍCIAS |  | | 14-03-2005
| Regresso ao passado (parte II)
| | FUTEBOL/Nacional da III Divisão – Série C |
| | Gafanha 1
Cotrim; Óscar Carvalho, Isidro, Oscar Ribeiro e Ruca; Sérgio, Nuno Santos e Ricardo; Paulo Dumba, Pedro Pinheiro e Lameiras.
Substituições: Oscar Carvalho por Galhano (59m), Lameiras por Hugo (68m) e Sérgio por Fábio (84m).
Suplentes não utilizados: Coelho, Pedro Chaves, Lau e Roque.
Treinador: Alberto Ferreira.
Souropires, 2
Valezim; Zé Pedro, Pedro Miguel, David Reis e Beto; Camilo, Carvalhinho e Fernando; Milford, Alex e Koffy.
Substituições: Alex por Cedric (76m), Carvalhinho por David Silva (87m) e Camilo por João Paulo (94m).
Suplentes não utilizados: Cobra, Welington, Tony e Carlos.
Treinador: Manuel Barbosa.
Complexo Desportivo Gafanha da Nazaré.
Assistência: cerca de 300 espectadores.
Arbitro: Vítor Costa (Porto).
Auxiliares: Armando Silva e Eduardo Nóbrega.
Ao intervalo: 0-1.
Marcador: Milford (37 e 62m) e Isidro (72m).
Acção disciplinar: cartão amarelo para Nuno Santos (3m), Isidro (27m), Camilo (35m), Pedro Pinheiro (42m), Cedric (89m), Milford (95m) e David Silva (96m). Cartão vermelho directo para Pedro Pinheiro (92m).
Perder três pontos preciosos, mesmo a jogar em casa, constitui (mais) um rude golpe na onda de entusiasmo que tem envolvido o sucessor de Hernani Paz. Assim aconteceu em Sátão há quinze dias, uma semana depois em Milheirós de Poiares, e agora no Complexo Desportivo da Gafanha. É caso para dizer basta!
São nove pontos perdidos, e uma desilusão do tamanho do farol da Barra, numa partida em que os locais entraram mal no jogo, e raramente se identificaram com o rigor táctico que lhes era pedido. E como um mal nunca vem só, fica por aí o mau trabalho da equipa de arbitragem, que com os erros e insuficiências manifestados, acabou por não assinalar uma grande penalidade ao Gafanha, numa altura em que os locais ainda perdiam pela diferença mínima.
Pode dizer-se que o Gafanha nunca esperou encontrar pela frente um adversário atrevido, sempre mais acutilante lá na frente, onde mantinha em permanência dois perigosos avançados, Koffy e Milford. Foi este último que marcou os dois golos da equipa do concelho de Pinhel, um em cada parte, aproveitando de algum modo alegados erros de palmatória (o primeiro golo foi mesmo infantilidade), cometidos pelo sector defensivo, que claudicou por mais que uma vez.
Baralhado a meio campo e praticamente sem soluções para limitar o adversário, o onze comandado por Alberto Ferreira tardou a encontrar cura para os seus males. Mas poderia, é certo, ter chegado ao golo, logo ao minuto 14, quando uma «bomba» de Pedro Pinheiro, marcada do meio da rua, obrigou Valezim a excelente defesa. Era, contudo, evidente, que a fasquia era demasiado alta, e que os ventos da fortuna estavam longe de sorrir aos locais, que até ao intervalo actuaram descoordenados, sem capacidade para virar o jogo.
Na etapa complementar, a entrada de Galhano para o lugar de Oscar Carvalho quase coincidiu com o segundo golo do Souropires, marcado de cabeça na sequência de um pontapé de canto. Foi então que o Gafanha reagiu, disposto a dar a volta ao resultado, sem no entanto se aperceber que a resistência (feita anti-jogo) evidenciada pelo adversário tinha a cumplicidade... do árbitro. Que deixou inclusivamente por assinalar uma grande penalidade, quando Paulo Dumba foi empurrado de forma grosseira pelo guardião forasteiro.
Marcado por Isidro, de cabeça, o único golo do Gafanha acabaria por espevitar a pressão ofensiva dos locais, e principalmente o encorpado Pedro Pinheiro, que no entanto esteve longe do seu melhor. Mas as coisas não desatavam, e nem mesmo a movimentação ágil de Lameiras (que cederia o lugar a Hugo), Paulo Dumba e Ricardo conseguiram dar conta do recado.
Jogou-se até à exaustão no Complexo Desportivo da Gafanha. Longe do patamar do brilhantismo, a exibição do Souropires surpreendeu pela positiva. E a vitória assenta-lhe que nem uma luva. Quanto ao Gafanha, está tudo dito. Assim como à actuação do trio de arbitragem, vindo do Porto.
Eduardo Jaques |
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