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14-03-2005

«Ovos-moles» indigestos para dragão


Aveiro Basket regressa às vitórias após três meses

Aveiro Basket 75 João Santos (17), João Figueiredo (6), Greg Morgan (22), Pedro Nuno (7) e Rod Smith (22) – cinco inicial – Daniel Félix (1) e Cláudio Sardo. Treinador: Emanuel Seco FC Porto 71 Justin Bailey (4), Heshimu Evans (15), Paulo Cunha (4), Elvis Évora (2) e Ian Stanback (15) - cinco inicial – José Costa (9), Jimmy Mackie (6), Anastácio Sami (10) e Aaron Eneas (6). Treinador: Júlio Matos Pavilhão do Galitos, em Aveiro. Árbitros: António Pimentel, Carlos Santos e Sergio Silva. Oficiais de mesa: Cristina Alijas, Luís Santiago, José Gamelas e Olga Sucena. Por períodos: 1º 25-17; 2º 17-23; 3º 23-16; 4º 10-15. O Uni/Aveiro Basket conseguiu uma vitória inteiramente justa, frente ao campeão nacional, FC Porto, quebrando um jejum de três meses sem triunfos. Comandando sempre o jogo, os aveirenses montaram uma teia aos «dragões» que, manipulados, nunca encontraram soluções para inverter o rumo do jogo. Rod Smith (de novo) e João Santos foram fundamentais para o êxito aveirense, numa vitória que premeia o colectivo. Mandando sempre no jogo e comandando sempre o marcador, o Aveiro Basket começou a ganhar, anulando as principais peças dos portistas. Smith defendia Elvis, Morgan anulava Heshimu (que só teve algum protagonismo no terceiro quarto), enquanto João Santos vigiava Stanback. Figueiredo e Pedro Nuno, encarregavam-se de Bailey e Paulo Cunha, e o Porto revelou sempre dificuldades de atacar o cesto aveirense. Pelo contrário, a equipa da casa, usando sistematicamente o jogo interior (Smith e Morgan fizeram 44 pontos), ou beneficiando de penetrações de Figueiredo, conseguiu ganhar ascendente no marcador. Impondo um ritmo mais lento em ataque, os aveirenses fecharam o primeiro período com um triplo de Santos (marcaria cinco). O FC Porto apesar de maior rotatividade do banco - o Aveiro Basket só trocou Morgan por Cláudio -, não acertava, quer a defender, quer a atacar. No segundo quarto, o FC Porto entrou mais eficaz, provocou três «turn-overs» aos aveirenses e passou para a frente (36-37), aos sete minutos. Era o melhor período dos «dragões» que, usando o jogo interior, procuraram tirar vantagem das poucas soluções aveirenses. Mas, rapidamente, os locais rectificaram a defesa (sempre muito coesa), com Smith a «limpar» a tabela, chegando ao intervalo em vantagem (42-40), ainda que escassa. No FC Porto, Heshimu, o jogador mais valioso, estava irreconhecível (cinco pontos) e era sobretudo Stanback quem «carregava» a equipa. Triplos de Santos E quem esperava uma reacção do Porto no reinício, viu uma equipa intranquila a cometer quatro «turn-overs» nos primeiros três minutos, enquanto no Aveiro Basket, brilhou Santos que, com dois triplos, deu à equipa uma vantagem de dez pontos (50-40). Júlio Matos, que substituiu Luís Magalhães no banco (o treinador portista está castigado), lançou em campo Sami, que passou a defender Morgan e se mostrou dos mais eficazes a atacar. Os portistas que fizeram dois pontos em quatro minutos, beneficiaram depois do «acordar» de Heshimu, mas nunca conseguiriam reaproximar-se no marcador, com o Aveiro Basket a entrar no último quarto a vencer por nove pontos (65-56). No último período, o Porto arriscou tudo, colocando Costa e Paulo Cunha, que defendeu Pedro Nuno. E, apostando no irreverente Sami, chegou a 68-67, aos três minutos do fim, após dois triplos do portista. A partir daqui, as equipas perdem clarividência a atacar, revelando pouca eficácia, e o jogo «arrasta-se» até aos últimos minutos e a poder «cair» para qualquer lado. Bailey «rouba» uma bola e empata a 71 pontos, com Santos a dar nova vantagem para o Aveiro à entrada do último minuto. Precipitados no ataque, os visitantes perdem a bola e são «obrigados» a cometer falta para tentar recuperar. Com 74-71, os aveirenses jogam com o relógio, adiando o ataque azul e branco e, já nos segundos finais, Ian tenta um triplo. Sem êxito. De lance livre, Smith marca mais um ponto, selando uma vitória justa. Smith, Morgan e Santos, no Aveiro Basket e Stanback e Sami, no FC Porto, foram os melhores de um jogo com arbitragem irregular. José Ratola

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