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NOTÍCIAS |  | | 14-03-2005
| Dia «13» da sorte futura
| | Aveirenses vencem em casa meio ano depois |
| | BEIRA-MAR, 2
Srnicek; Filipe, Ricardo Silva, Jorge Silva e Tininho; Sandro, Marcelinho e Beto; Ahamada, «Tanque» Silva e Ali.
Substituições: Marcelinho por Paul Murray (39m), Filipe por McPhee (45m) e Jorge Silva por Ricardo (61m).
Suplentes não utilizados: Galekovic, Ribeiro, Rui Lima e Kingsley.
Treinador: Luís Campos
ESTORIL, 1
Yannik; Rui Duarte, Amoreirinha, Dorival e João Pedro; Paulo Sousa, Elias e Nuno Santos; Pinheiro, João Paulo e Arrieta.
Substituições: Nuno Santos por Yuri (65m), João Paulo por Vargas (73m) e Pinheiro por Cissé (79m).
Suplentes não utilizados: Jorge, Torres, Buba e Abadito.
Treinador: Litos
Estádio: Municipal de Aveiro, Mário Duarte, em Aveiro.
Assistência: Cerca de 3.500 espectadores.
Árbitro: João Ferreira ( Setúbal).
Árbitros assistentes: José Ramalho (Vila Real) e José Cardinal (Porto).
Quarto árbitro: Paulo Jorge (Porto).
Ao intervalo: 0-1.
Marcadores: João Paulo (25m), Ahamada (57m) e McPhee (90m).
Acção disciplinar: Cartão amarelo para Rui Duarte (17m), Nuno Santos (45m), Ricardo Silva (72 e 85m), Paulo Sousa (72m),
Cartão vermelho, por acumulação, para Ricardo Silva (86m), e directo para Vargas (94m).
O Beira-Mar voltou a vencer um jogo em casa, praticamente meio ano após ter ganho ao Gil Vicente, na terceira jornada, disputada a 19 de Setembro de 2004, mais exactamente 175 dias. E para enfrentar os «canarinhos» da Linha, Luís Campos fez algumas modificações em relação ao jogo de Leiria, em que Marcelinho foi titular de início, Beto avançou no terreno para manobras vincadamente mais ofensivas e «Tanque» Silva também entrou uma disputa fulcral para as hostes «auri-negras». Tacticamente, um 4x3x2x1 em mutações rápidas e sequentes, mal a bola era do Beira-Mar, e toca de avançar para a zona de remate, que só com golos é que se ganham jogos.
O jogo iniciou-se com o Beira-Mar postado no ataque, com boas iniciativas pelas alas, apoiados pelos defesas laterais, mas seria o Estoril a criar o primeiro lance de perigo, através de um bom remate de Pinheiro, que Srnicek apenas desviou para a frente, valendo o oportuno alívio de Ricardo Silva. Logo a seguir, após o primeiro canto, Sandro quase marcou, mas não conseguiu fazer a emenda, já muito perto da linha de golo. Sempre que a oportunidade surgia, o Estoril «espreitava» o contra-ataque e, aos 25 minutos, João Paulo foi deixado solto na meia-esquerda, rematou cruzado e abriu o activo, ante a estupefacção dos jogadores e adeptos aveirenses, que logo iniciaram a «sinfonia» de assobios, que já vai sendo comum em quase todos os jogos.
Alterações dão empate
Na segunda parte, entrou McPhee, em detrimento de Filipe, o que obrigou ao recuo de Paul Murray, mas a frente de ataque do Beira-Mar ficou mais alargada. Era necessário arriscar até ao limite, faltava testar os resultados práticos da opção, sendo que ainda na primeira parte Marcelinho havia sido rendido por Paul Murray. Aos 57 minutos, Beto rematou forte, Yannik não segurou e, oportuno, Ahamada fez o golo do empate. Logo a seguir, «Tanque» Silva chegou tarde a um cruzamento da direita, perdendo um ensejo soberano de virar o resultado. Jorge Silva lesionou-se pouco depois e teve de sair, entrando Ricardo, o que inviabilizou a possível opção por Kingsley ou Rui Lima, sendo ainda Sandro coagido a recuar para central.
O futebol do Beira-Mar era agora mais directo, mas faltava certeza no último passe e o correspondente remate consistente à baliza contrária. E até foi necessário Srnicek, aos 82 minutos, negar o golo a Cissé, mas a cinco minutos do fim, Ricardo Silva viu o segundo cartão amarelo e deixou em inferioridade numérica o Beira-Mar, que ainda assim procurou a vitória, que o árbitro terá negado, ao não assinalar uma grande penalidade, quando Sandro caiu na grande área. Mas aos 90 minutos, Ahamada cruzou da direita e McPhee surgiu embalado a fazer o golo da vitória de uma equipa que agora está em muito melhores condições de garantir a manutenção, até porque os adversários directos fizeram piores resultados.
Arbitragem marcada pelo lance da grande penalidade, que poderia ter tido influência decisiva no resultado.
Beira-Mar à lupa
Srnicek (6) - Sem culpas no golo, evitou o segundo numa fase decisiva.
Filipe (5) - Sacrificado à estratégia da equipa, cumpriu enquanto esteve em campo.
Ricardo Silva (5) - Fez bons cortes, mas também teve algumas hesitações.
Jorge Silva (6) - Fez um bom jogo, mas teve o azar de se lesionar no tornozelo.
Tininho (6) - Bem a defender, teve alguns lapsos quando apoiou o ataque.
Beto (7) - Foi um dos que mostrou inconformismo e esteve no golo do empate.
Marcelinho (4) - Pouco tempo em jogo, foi outro sacrificado pelas necessidades da equipa.
Ahamada (7) - Primeira parte abúlica, depois «explodiu», fez o empate e ofereceu o segundo golo.
Ali (6) - Primeiro foi medíocre, depois brilhante.
«Tanque» Silva (6) – Esteve bem, especialmente na fase que deu a vitória.
Paul Murray (6) - Trouxe dinâmica ao meio-campo e ajudou em situações críticas.
McPhee (7) - Quebrou o enguiço da falta de vitórias em casa e provou ser boa «peça».
Ricardo (4) - Chamado em momento dramático, esteve bem e também ajudou a ganhar.
O Melhor
Sandro (7) - Foi dos que manteve um rendimento uniforme ao longo do jogo e, em vários momentos, tornou-se numa referência incontornável da equipa. Está a caminho da melhor forma.
Sandro falou à Imprensa
«Sofremos para
ganhar com justiça»
Na falta de algum elemento da equipa técnica, foi Sandro o porta-voz do Beira-Mar: «Acredito que seremos capazes de dar a volta e ficar na SuperLiga. Soubemos sofrer para ganhar com justiça, provando que, ao contrário do que se diz, temos um excelente balneário. Ganhámos a um adversário directo e, pelo que demonstrámos, temos condições para, com a união do grupo, ficarmos na SuperLiga».
Jacinto Martins |
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