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11-03-2005

Fábio já tem uma cadeira de rodas adaptada


Graças à generosidade de particulares e empresas

Graças à generosidade de particulares e de empresas, o pequeno Fábio já tem a cadeira de rodas adaptada que tanto necessitava. O apelo lançado pela Unidade de Apoio à Multideficiência «tocou» no coração de muitos e a Conta Solidária conseguiu reunir mais de 4.500 euros, além das ofertas de material Poucos dias antes do Natal, o Diário de Aveiro tornou público um drama vivido na Unidade de Apoio à Multideficiência da EBI de Eixo. Uma das crianças que frequentam esta unidade, o Fábio, de 10 anos e com uma deficiência mental grave associada a deficiência motora, passava grande parte do dia sentado numa cadeira de rodas que já não se adaptava ao seu tamanho, nem tão pouco à sua deficiência. A família, técnicos e professores esperaram cerca de quatro anos que a DREC (Direcção Regional de Educação do Centro) fizesse a substituição da cadeira, mas o sofrimento diário do Fábio tornava essa espera numa verdadeira tortura para todos aqueles que com ele lidavam directamente. Foi assim que surgiu a ideia de se abrir uma conta solidária e esperar que a generosidade dos aveirenses fizesse mais do que a DREC. A iniciativa partiu da direcção do Conselho Executivo da EB 2,3 de Eixo, onde a Unidade está instalada, e depressa mereceu a aprovação de todos os professores e familiares do Fábio. Em boa hora esta ideia se concretizou, pois a generosidade manifestada pelos aveirenses não se fez tardar e a solidariedade com o pequeno Fábio superou as expectativas dos mais optimistas. Novo equipamento para a Unidade De acordo com Lúcia Monteiro, a cadeira que tanta falta fazia ao Fábio foi integralmente oferecida pela administração do Recheio Lisboa, no valor de cerca 6.600 euros. A esta boa-vontade há ainda a referir a oferta de uma cadeira sanitária, pelo Lions Clube Santa Joana, e ainda uma cadeira de rodas em segunda mão, oferecida por um particular. A escritora Rosa Maria Oliveira também não ficou indiferente a esta história e decidiu oferecer à EB 2,3 de Eixo 55 exemplares do seu mais recente livro de poemas, «O voo da enxada», cuja venda reverteria inteiramente para esta causa. A adesão da comunidade escolar foi excelente e a venda de todos os livros resultou na angariação de 550 euros Por fim, a Conta Solidária que foi aberta, ao longo de 60 dias, na Caixa Geral de Depósitos conseguiu reunir 4.650 euros, graças à generosidade de particulares e empresas de toda a região. Uma vontade colectiva de repor uma tremenda injustiça para com uma criança de 10 anos, multideficiente e que, de acordo com Lúcia Monteiro, está completamente diferente desde que tem a nova cadeira adaptada. «O Fábio parece outro, até a forma como se relaciona com os colegas e professores está muito melhor porque a sua postura é mais correcta e facilita-lhe o contacto visual com o que o rodeia e, consequentemente, a comunicação», garantiu ao Diário de Aveiro, acrescentando que «a nova cadeira ajuda-o, também, a corrigir a postura, já não se sente desconfortável e com dores constantes, como acontecia com a velha». A urgência um quarto de banho A presidente do Conselho Executivo da EB 2,3 de Eixo adiantou ainda ao nosso jornal que a quantia reunida na Conta Solidária já está destinada à aquisição de diverso material pedagógico e correctivo para a Unidade de Apoio à Multideficiência. A lista já está feita e dela fazem parte uma mesa regulável, banco de posicionamento, quadro de comunicação com saída de voz, relógio de comunicação, horário com saída de voz, switch sensorial, braço articulado, switchs sem fios, rebordo de prato, anti-derrapantes, abotoador, entre outros equipamentos. «Um conjunto de equipamento que vai permitir à Unidade dar um melhor apoio aos seus utentes e, em muitos casos, facilitar-lhes a realização de tarefas», garantiu esta responsável, realmente sensibilizada com a reacção dos aveirenses, apesar da crise económica que o país atravessa. Fica ainda por resolver o problema da construção de um quarto de banho adaptado aos utentes desta Unidade de Apoio à Multideficiência. São crianças com necessidades especiais e precisam de um quarto de banho que seja ajustado às suas limitações físicas e mentais. O espaço existe e até já existiu a verba, cerca de 3000 contos disponibilizados pela DREC no âmbito do PIDDAC, mas que foram «perdidos» por a Câmara Municipal de Aveiro não ter dado início à obra dentro do prazo previsto. Resta esperar que a autarquia dedique alguma atenção a este caso e avance com a obra que tanta faz a estas crianças. Sandra Simões

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