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NOTÍCIAS |  | | 08-03-2005
| Fernandes Thomaz desafia Alberto Souto
| | «Tenha a coragem de discutir a prestação da Administração no fórum de accionistas» |
| | Que Alberto Souto «tenha a coragem de discutir a prestação desta Administração no fórum de accionistas e não na praça pública e não faça como no ano passado em que não pôs lá os pés», desafia o presidente do Conselho de Administração da SIMRIA, Fernandes Thomaz, respondendo às críticas do presidente da Câmara de Aveiro
O presidente do Conselho de Administração (CA) da SIMRIA, Fernandes Thomaz, desafia o presidente da Câmara de Aveiro, Alberto Souto, a participar na Assembleia Geral de accionistas da empresa marcada para amanhã para «expor as suas reticências no fórum próprio», disse ontem ao Diário de Aveiro.
Fernandes Thomaz espera que o autarca «tenha a coragem de discutir a prestação desta Administração no fórum de accionistas e não na praça pública e não faça como no ano passado em que não pôs lá os pés». Da agenda de trabalhos da Assembleia Geral da empresa, de capitais maioritariamente públicos, faz parte a aprovação do relatório e contas de 2004 e a apreciação geral da administração da empresa.
A Câmara de Aveiro não reconhece qualquer contrato com a SIMRIA para a recolha de efluentes, discorda das tarifas propostas, defendendo a aplicação de valores inferiores. «Passaram três anos e quatro ministros e o principal problema não foi resolvido, o que poderia ser feito em 15 dias se houvesse vontade e capacidade», disse o autarca ao Diário de Aveiro, responsabilizando a SIMRIA por isso.
Para Fernandes Thomaz, o problema com a Câmara de Aveiro foi provocado pela própria autarquia. Ao contrário do que diz o presidente, Alberto Souto, o presidente do CA cita um ofício de 30 de Abril do ano passado, enviado pela Câmara à SIMRIA, no qual a autarquia «retira a esta administração capacidade de resolver, criando um único interlocutor, o Ministro do Ambiente, afastando a SIMRIA do processo». Segundo Fernandes Thomaz, a Câmara «diz expressamente que as negociações para a resolução do problema passam para o Ministro». Alberto Souto «não quis resolver o problema com a SIMRIA», conclui.
De resto, o administrador diz não compreender «porque é que o Dr. Alberto Souto está a fazer esta campanha contra a SIMRIA»
Alberto Souto diz que com a entrada da nova administração a gestão ficou partidarizada. Mas, do mesmo partido de Alberto Souto, o socialista José Mota, de Espinho, tem opinião contrária. «As coisas com Espinho sempre funcionaram muito bem», disse o autarca ao Diário de Aveiro. O autarca eleito pelo PS diz que nunca foi «descriminado» e da parte do presidente do CA sempre foi observou um «comportamento correcto». Refere-se ainda a Manuel Soares, autarca, também socialistas de Ovar, que diz «corroborar» da sua opinião».
Admite que na recente formação do CA, sendo todos os elementos da área do PSD, passou a ter «receio» e o caso passou a merecer especial atenção por isso mas com o tempo diz que não sentiu «qualquer tipo de partidarização, pelo contrário».
João Peixinho |
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