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08-03-2005

Jogar para a «TV»


Beira-Mar e as (poucas) boas exibições

As boas exibições que o Beira-Mar fez esta época foram todas televisionadas. Três vitórias, três empates e três derrotas mostraram uma equipa completamente diferente daquela que actuou nos restantes jogos que não tiveram honras de transmissão televisiva Comparando o actual campeonato da SuperLiga com a edição do ano passado, constata-se que o Beira-Mar é a equipa que mais baixou de produção. Na época transacta, à passagem da 24ª jornada, os «auri-negros» já tinham conquistado 36 pontos, contrastando com os 20 que amealhou esta época. O curioso é que, da vintena de pontos que a formação aveirense conseguiu, 12 foram obtidos em jogos transmitidos em directo pela televisão. Dos nove encontros televisionados, o clube de Aveiro conseguiu três das quatro vitórias conquistadas até ao momento e ainda somou mais três empates. Mais do que os resultados positivos, o Beira-Mar protagonizou grandes exibições nestas partidas, conseguindo o feito de vencer nos redutos do FC Porto (1-0), Benfica (2-0) e Setúbal (2-1), equipa que na altura era a grande sensação da prova. Para além destas três vitórias, a televisão transmitiu ainda os empates com o Marítimo (2-2), Belenenses (3-3) e Sporting (2-2). E até nas derrotas em casa, com o Benfica (2-3) e fora, com o Guimarães (0-1), o país, através da «caixa mágica», teve a oportunidade de ver uma equipa a perder, mas a jogar bom futebol. De facto, e exceptuando a derrota no Bessa, por 3-0, as boas exibições e os bons resultados do Beira-Mar, nesta época, surgiram em muitos dos jogos transmitidos pela televisão. Goleados a seguir aos «grandes» Neste Beira-Mar 2004/2005, haverá relação entre a produção futebolística com o facto dos jogos darem ou não na televisão? Ainda mais surpreendente do que as próprias vitórias alcançadas em campos onde seria difícil imaginar que tal fosse possível, é constatar que, depois dos triunfos no Dragão e na Luz, o Beira-Mar foi copiosamente derrotado em «casa» com adversários teoricamente acessíveis. Perdeu com o Moreirense (1-3), depois de ter ganho ao FC Porto e foi derrotado pelo Nacional (1-4), uma semana depois de conseguir ganhar ao Benfica. Quem consegue explicar esta irregularidade gritante? É que nem o próprio técnico Luís Campos parece encontrar razões para tamanha diferença exibicional, tendo afirmado no final da goleada de domingo, em Leiria (depois de um excelente jogo com o Benfica, para a Taça, também ele transmitido pela televisão), que nem ele próprio consegue explicar este «fenómeno». Neste momento de crise, muito se diz, muito se escreve e muito se empolga, mas convém lembrar que o Beira-Mar já vai no terceiro treinador (sem contar com Paulino, que orientou a equipa em Coimbra) e os resultados não melhoraram. Será um problema do treinador? Cajuda, com óptimos resultados pelos clubes onde trabalhou, passou a ser mau treinador? Mike Wadsworth, que deixou o clube por razões que nunca foram devidamente esclarecidas e com o Beira-Mar a ganhar, seria mesmo o «pior treinador do mundo»? E será que Cajuda não tinha alguma razão quando disse que o Beira-Mar tinha «maus profissionais» no seu plantel? Pedro Neves

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