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NOTÍCIAS |  | | 07-03-2005
| Construção da nova estação chegou ao fim
| | Administração da Refer vem a Aveiro assinalar conclusão da empreitada |
| | As obras de construção da nova estação ferroviária de Aveiro estão concluídas. A administração da Refer desloca-se hoje à cidade para assinalar o fim da empreitada
As obras de construção da nova estação ferroviária de Aveiro estão concluídas. A administração da Refer, a empresa pública responsável pela gestão das infra-estruturas ferroviárias em Portugal, desloca-se hoje à cidade para assinalar o fim da empreitada, acompanhados pelos responsáveis da firma Empreiteiros Casais, autora do projecto.
A cerimónia, marcada para as 10.30 horas, servirá ainda para revelar o calendário para o que resta das obras de construção da passagem inferior de peões.
A construção da nova gare ferroviária é executada à luz do programa Estações com Vida, da Refer. A intervenção central do plano é a construção da estação, que terá uma área bruta de 3.492 metros quadrados para uma área de utilização de 2.723 metros quadrados. O complexo – iniciado em Abril de 2002 – será composto por dois edifícios simétricos, onde ficarão situados serviços técnicos, bilheteiras, estabelecimentos comerciais, zona de bar e salas de espera.
O equipamento terá ainda um canal de reserva para o metro de superfície e um parque de estacionamento com capacidade para 320 automóveis, com ligação a um «interface» rodoviário. Uma cobertura protegerá uma grande extensão dos cais, estando ainda projectados tabuleiros subterrâneos que acolherão uma extensa zona de circulação, informação e apoio ao utente e acessos às plataformas. O espaço será ainda dotado com videovigilância e aquecimento nas áreas de espera.
No total, a área intervencionada atingirá os 82 mil metros quadrados, de forma a concretizar um projecto de requalificação urbana da zona envolvente à estação. O plano contempla a edificação de um condomínio habitacional, espaços públicos com zonas ajardinadas, equipamentos e comércio. No total, estima-se que a intervenção ronde os 65 milhões de euros, entre investimentos públicos e privados.
Cidade estende-se para nascente
A construção da estação seguiu a par com a empreitada de prolongamento para nascente da Avenida Loureço Peixinho, a principal artéria da cidade, através de uma passagem inferior ao caminho-de-ferro, obra avaliada em quase cinco milhões de euros.
A obra proporcionará o desenvolvimento da cidade para além da Estrada Nacional 109 (que a autarquia aveirense quer ver municipalizada), com o prolongamento da principal avenida até à rotunda da Policlínica e daí até à igreja de Santa Joana. A concretização do projecto obriga ao afundamento da Avenida Loureço Peixinho na zona da linha férrea, com a construção de uma passagem subterrânea para o trânsito automóvel.
A construção da nova estação implica a desactivação da actual como terminal de passageiros. O edifício, um «ex-libris» de Aveiro, será cedido ao município que o converterá num lugar dedicado a actividades sócio-culturais.
«Renascer» do caminho-de-ferro
O projecto Estações com Vida – que a Refer vai implementar em Aveiro, Beja, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Covilhã, Faro, Guimarães, Lagos, Porto, Setúbal, Tomar e Viana do Castelo – visa «requalificar o modo ferroviário, devolvendo-lhe o papel de importante dinamizador do desenvolvimento social, cultural e económico das comunidades que serve».
Segundo a empresa, o projecto, executado em parceria com as autarquias, vem demonstrar o que se pode fazer para inverter a tendência de perda de competitividade dos caminhos-de-ferro portugueses. «As transformações sociais e urbanas impuseram a transferência de investimento para outros modos de transporte, com grande destaque para o rodoviário», nota.
O projecto Estações com Vida vai fazer «renascer o caminho-de-ferro através da recuperação e modernização da infra-estrutura, aumentando a capacidade e fiabilidade da oferta». O objectivo da Refer é tornar a ferrovia «mais atractiva para todas as camadas etárias, sociais e económicas», garantindo boas interligações com outros modos de transporte e estacionamento a preços atractivos junto às estações.
A instituição vai procurar transformar as estações ferroviárias em «muito mais do que locais de embarque e desembarque de passageiros, tornando-as centros de actividade de comércio, serviços e lazer». Ou seja, fazer das estações «verdadeiros lugares de destino».
Sublinha a Refer que nos últimos anos tem vindo a ser efectuado um grande esforço técnico e financeiro no sentido de transformar as gares em centros de negócio e lazer, visando atrair novos utilizadores do caminho-de-ferro e potenciar fórmulas de autofinanciamento para a modernização do sistema.
Rui Cunha |
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