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NOTÍCIAS |  | | 07-03-2005
| «Por mim serão imediatamente substituídos»
| | Alberto Souto diz que a administração da SIMRia não resolve problemas |
| | Os actuais administradores da empresa SIMRia devem ser «imediatamente substituídos», defende Alberto Souto, presidente da Câmara Municipal de Aveiro
O presidente da Câmara de Aveiro, o socialista Alberto Souto, questionado pelo Diário de Aveiro sobre se defende a substituição dos elementos do Conselho de Administração (CA) da SIMRia - todos do PSD -, diz que é o Estado, que detém a maioria do capital da SIMRia, «que manda na empresa».
Na polémica que opõe a autarquia e a SIMRia – Sistema Intermunicipal da Ria, o autarca defende a demissão do CA. «Por mim serão imediatamente substituídos», disse ao Diário de Aveiro, não esclarecendo, porém, se defende o regresso dos socialistas à administração. Recorda, contudo, que em 2003 os elementos do CA da altura, os socialistas Celestino Almeida, Augusto Leite e António Lamego «foram saneados e designados outros por critérios partidários», concretamente Guedes da Costa, Fernandes Thomaz, Armando Vieira e Antunes Almeida. No CA que esteve em funções até Abril de 2003, um ano depois do PSD entrar para o Governo, depois da queda do PS, estavam outros partidos representados. Contudo, na nova formação empossada, o PSD fez valer a maioria, que ainda detém, nas câmaras municipais e o facto de ser Governo. Souto considera ainda «incompreensível que o município de Aveiro, que gera 50 por cento dos efluentes do sistema, não tenha uma representação no Conselho de Administração».
Mas nem será por esta questão partidária que Alberto Souto justifica esta pressão sobre a SIMRia, embora pareça transparecer que os socialistas pretendem tomar o poder na administração da empresa, agora que o PS, depois de vencer as legislativas, está à beira de tomar o lugar do PSD na governação.
Por outro lado, em artigo de opinião publicado ontem no Diário de Aveiro, Fernandes Thomaz, administrador-delegado da SIMRia, diz que Alberto Souto está a fazer «uma abordagem partidária da administração da empresa» e aponta para uma produtividade «francamente positiva».
Para o autarca de Aveiro, que até diz ter uma «excelente relação» com Fernandes Thomaz, está em causa um problema que a administração não conseguiu resolver. «Passaram três anos e quatro ministros e o principal problema não foi resolvido, o que poderia ser feito em 15 dias se houvesse vontade e capacidade».
A Câmara de Aveiro não reconhece qualquer contrato com a SIMRia para a recolha de efluentes, discorda das tarifas propostas e defende a aplicação de valores inferiores. Mas, segundo Alberto Souto, «o Governo não quis ser razoável e o problema foi-se arrastando». Para o autarca, os valores das tarifas podem ser revistos «sem colocar em causa a viabilidade económico-financeira da SIMRia».
João Peixinho |
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