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07-03-2005

Contundente, fatal e inapelável


Entrada em falso na «loja dos horrores»

U. Leiria 5 Helton; Laranjeiro, Renato, João Paulo e Alhandra; Otacílio, Paulo Gomes e Caíco; Fangueiro, Krpan e Fábio Felício. Substituições: João Paulo por Gabriel (37m), Fangueiro por Freddy (62m) e Paulo Gomes por Hugo Cunha (76m). Suplentes não utilizados: Costinha, Faria, Songou e Ferreira. Treinador: Vítor Pontes. Beira-Mar 1 Srnicek; Filipe, Ricardo Silva, Jorge Silva e Tininho; Sandro, Beto e Rui Lima; McPhee, Ahamada e Ali. Substituições: Ahamada por Heitor (37m), Sandro por Ricardo (45m) e Ali por Kingsley (59m). Suplentes não utilizados: Paulo Sérgio, Ribeiro, Mário Loja e Marcelinho. Treinador: Luís Campos. Estádio Magalhães Pessoa, em Leiria. Assistência: Cerca de 3.000 espectadores. Árbitro: Artur Soares Dias (Porto). Auxiliares: Pais António (Setúbal) e Arlindo Santos (Lisboa). Quarto árbitro: Alcindo Silva (Porto). Ao intervalo: 3-1 Marcadores: João Paulo (3m), de grande penalidade, Krpan (6m), Fábio Felício (26 e 95), Beto (36m) e Caíco (71m). Acção disciplinar: Cartão amarelo para Srnicek (2m), Beto (61m), McPhee (69m), Krpan (90m), Hugo Cunha (90m) e Otacílio (91m). O Beira-Mar sofreu ontem uma derrota inapelável, traduzida numa (meia) goleada alicerçada numa entrada em falso, que custou dois golos e depois nunca mais a formação visitante se encontrou, descendo para uma posição que só pode levar a uma conclusão óbvia: o Beira-Mar está às portas da Liga de Honra. Isto, caso não some os pontos dos jogos em casa, aos quais é necessário acrescentar mais algum pecúlio «fora de portas». Ontem, o Estádio Magalhães Pessoa foi uma verdadeira «loja dos horrores». O treinador do Beira-Mar foi à procura de pontos a Leiria, metendo em campo uma formação inicial com uma filosofia táctica que podia ser «lida» como um 4x2x1x3, sendo Rui Lima a unidade a quem cabia jogar solto, na ligação do meio-campo para o ataque. Sem «Tanque» Silva (castigado), McPhee voltou à condição de titular, mas os aveirenses entraram no jogo a perder, dado que ainda antes dos ponteiros do relógio terem dado as duas primeiras voltas, já Srnicek derrubava Krpan na grande área, provocando grande penalidade, que João Paulo transformou sem hipóteses de defesa para o descontrolado «infractor» aveirense. Completamente atordoados, os pupilos de Luís Campos sofreram o segundo golo aos seis minutos, após uma «fífia» monumental de Ricardo Silva, que não teve pernas para acompanhar Krpan, sem dificuldades em bater o desamparado guarda-redes visitante. Estes dois autênticos «socos no estômago» dos jogadores do Beira-Mar, apesar de tudo, levaram a uma boa reacção, com Tininho, aos 12 minutos, a atirar um verdadeiro «petardo», que Helton desviou para canto. A União de Leiria jogava um futebol criativo, de contra-ataque puro que mantinha a defesa contrária em verdadeiro estado de sobressalto, levando a que o jogo do Beira-Mar não engrenasse. Aos 26 minutos, Fábio Felício ganhou um ressalto e marcou pela terceira vez pela equipa leiriense. A perspectiva de uma goleada estava agora em aberto, tal o descontrolo que a equipa do Beira-Mar continuava a revelar. Aos 36 minutos, na sequência da melhor jogada de ataque desenvolvida em toda a primeira parte, Rui Lima atrasou para Beto que, com remate fortíssimo, marcou um golo espectacular. Tentar remediar e acabar goleado Para a segunda parte, o Beira-Mar veio com uma clara intenção de alterar o horroroso quadro criado na fase anterior. E já com Heitor em campo, seguiu-se Kingsley para reforçar as opções de ataque, com a troca de Sandro por Ricardo ao intervalo, a levarem Luís Campos a esgotar todas as soluções alternativas em poucos minutos. Só que as coisas estavam tortas desde o início e assim continuaram. Os leirienses foram gerindo a vantagem e, aos 69 minutos, McPhee, em apoio defensivo, meteu a mão à bola, pareceu-nos em cima da linha, logo lance para livre. Mas o árbitro assinalou grande penalidade que Caíco apontou, permitindo a Srnicek uma grande defesa. Mas estava escrito nas «estrelas» que o Beira-Mar havia de sofrer novo golo, e que golo. Passados dois minutos, Caíco redimiu-se da falha anterior, fazendo um golo espectacular, com um remate desferido do «meio da rua». As escassas dúvidas, se é que as ainda havia, ficaram dissipadas e bastou aos vencedores controlarem um jogo que ia «esfriando» a cada lance, com o Beira-Mar a tentar «remar contra uma maré» tremendamente agreste e que, no final da jornada, deixava a equipa aveirense no último lugar da SuperLiga. Doloroso, incrível, mas dramaticamente verdadeiro, numa fase em que todos os pontos angariados ou perdidos assumem relevância particular. Para culminar uma tarde negra, já em tempo de descontos, Srnicek salvou um golo, mas viu-se batido por Fábio Felício, que teve tempo para pensar tudo e colocar a bola na esquerda do guardião checo. Arbitragem marcada pelo lance da segunda grande penalidade, mas não vale a pena culpar o trabalho do trio por uma derrota sem apelo nem agravo. Beira-Mar à lupa Srnicek (6) - Começou por cometer a grande penalidade que deu o golo inicial e depois nunca esteve tranquilo, mesmo quando o adversário tirava o pé do acelerador. Valeu a defesa da segunda grande penalidade e duas outras boas defesas, que evitaram uma «chacina» ainda mais violenta. Filipe (5) - Deu boa nota do inconformismo, mas a tarde era demasiado «pesada» para grandes cometimentos. Melhorou bastante na segunda parte, mas já era tarde, sendo que aquele corredor foi muitas vezes um… passador. Ricardo Silva (4) - Além da falha no segundo golo, raramente se entendeu com as movimentações de Krpan. Custa a acreditar como este excelente central está tão abaixo do que antes demonstrou, quando defendeu outras cores. Jorge Silva (5) - Também não entrou bem e, embora melhorando depois, nunca esteve ao seu nível. As coisas alteraram-se quando passou a marcar em cima, mas a tarde era de desgraça e descrença. Tininho (5) - Exibição com altos e baixos, melhor a atacar, pior a defender. Ainda assim, fez algumas tentativas de rompimento ao meio-campo contrário, que merecem nota de registo. Sandro (4) - Jogou apenas a primeira parte, sem grande notoriedade, parecendo incapacitado fisicamente. Ou então, a troca teve a ver com sub-rendimento, o que foi um facto inequívoco. Rui Lima (5) - Tentou ligar o jogo, mas foram mais as situações negativas que as positivas. Correr muito com a bola, nem sempre é sinónimo de qualidade exibicional e foi isso que o «23» mostrou ao longo do jogo. Ahamada (3) - Voltou a não ser o reforço com que a equipa contava e, por isso, saiu cedo do jogo, sem que ficassem grandes saudades do tempo em que esteve lá dentro. Ali (4) - Tentou, mas pouco conseguiu, até porque as ajudas não foram muitas. Melhorou um pouco a seguir ao golo da equipa, mas voltou a ser um jogador acomodado, que acabou por ser substituído. McPhee (4) - Regressou à titularidade, mas das intenções aos actos, mediou uma distância incontornável. Para culminar uma exibição «bisonha», meteu a mão à bola de desnecessariamente, originando a segunda grande penalidade. Heitor (3) - A primeira opção alternativa, procurou mas não encontrou o golo, caindo a par dos companheiros à medida que o jogo avançava. E a goleada surgia no horizonte. Ricardo (4) - A sua entrada trouxe alguma consistência ao meio-campo, com muitos cortes das linhas de passe adversárias. Só que também se perdeu num emaranhado de equívocos, que até não lhe são habituais. Kingsley (3) - Desinspirado, pouco acrescentou à improdutividade da equipa, que manteve a estratégia anterior, sem que o nigeriano «desse uma para a caixa». Logo, entrada não conseguida. O Melhor Beto (6) - Inconformado como sempre, fez um jogo positivo e um golo monumental, que teve o condão de acalmar a equipa antes do intervalo. Está a revelar-se cada vez mais um jogador imprescindível para a equipa e, por isso, explicam-se as atenções vindas de outros lados, com vista a uma possível saída no final da época. Mas importa também reconhecer que esta também não foi a sua tarde de acerto, confiança e saber. Positivo Valeram os seis golos Um jogo com meia dúzia de golos é sempre motivo de algum positivismo, só que esses entraram quase todos na baliza visitante, que ainda assim podia ter sido «violada» mais algumas vezes. No resto, ganhou quem quis e como quis. Sem margem para dúvidas e para reflexão imediata, tal a forma evidente como os leirienses comandaram um jogo que quase sempre teve apenas um sentido. Negativo «Soneca» incrível deu goleada Custa a crer que uma equipa que compete na competição maior do futebol português dê de bandeja dois golos de vantagem nos primeiros seis minutos. Foi como se o Beira-Mar tivesse sido «hipnotizado» por um estranho torpor, estilo a «sono solto», que depois chegou aos cinco golos sofridos. Vá lá que outros «aflitos» também não fizeram grandes resultados. Luís Campos, treinador do Beira-Mar Equaciono todas as hipóteses «Não estávamos cansados aos sete minutos, quando já tínhamos sofrido dois golos. Nem eu consigo entender esta equipa, que nos minutos finais estava de rastos e que muitas vezes está próxima da perfeição e que em outras tantas, como hoje, fica na linha da mediocridade. Só os jogadores podem dar uma resposta e claro que teremos de tomar alguma atitude. Depois do que vi hoje, ponho tudo em causa, equaciono todas as hipóteses e não vou “partir o balneário” daqui a instantes, quando lá entrar. A grande realidade é que, com dois terços do campeonato, ninguém entende estes jogadores. Equaciono todas as hipóteses, mas não vou decidir de cabeça quente. Não estava à espera de um “bate-cu” como o de hoje». Paulo Duarte, adjunto do Leiria Jogamos do melhor futebol «Reconheço que foi importante a felicidade que nos ajudou a marcar dois golos logo no início do jogo. Mostrámos que jogamos do melhor futebol da SuperLiga e temos como objectivo a manutenção, mas não descuramos a hipótese de lutar pelos lugares europeus. O Beira-Mar é um bom conjunto e importa assumir que houve muito mais mérito nosso, do que demérito do adversário. Vamos continuar a trabalhar, sendo este resultado importante para solidificar as nossas posições e ambições. Gostei da atitude da equipa e o resultado é o corolário desse bom desempenho». Jacinto Martins

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