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NOTÍCIAS |  | | 10-10-2004
| PSD defende Vítor Martins
| | Polémica continua à volta de nova avenida e unidade de saúde de Santa Joana |
| | A bancada do PSD, na Assembleia Municipal de Aveiro, saiu em defesa do presidente da Junta de Freguesia de Santa Joana, Vítor Martins, que mantém um desaguisado com o presidente da Câmara, Alberto Souto, devido às polémicas centradas na paragem da obra de construção da nova unidade de saúde e do plano de construção de uma avenida.
Na reunião de quarta-feira, da Assembleia Municipal, depois de ouvir as intervenções de Alberto Souto e de Vítor Martins, o líder da bancada social-democrata, Armando Vieira, disse que o presidente da Câmara «foi ofensivo na dignidade» do presidente da Junta. Diz não aceitar que Vítor Martins seja «acusado de erros de planeamento quando sabemos que a responsabilidade é da Câmara». Se Souto diz que os presidentes de Junta são ouvidos em matéria de planeamento, «o que dizemos é sistematicamente considerado uma soma nula, ligam muito pouco».
Alberto Souto insistiu que as palavras de Vítor Martins foram «maldosas» depois de ouvir o presidente da Junta - numa declaração que levou escrita para a Assembleia - referir-se «àqueles que nos órgãos de gestão e administração local falam por meias verdades e omitem as verdades inteiras (...) será que em democracia não se reconhece legitimidade a um presidente de Junta para exigir contas a um presidente de Câmara que promete e não cumpre?», perguntou. Para o autarca, Alberto Souto «insulta» e «busca a razão sem argumentos válidos», tem «falta de capacidade em aceitar opiniões contrárias» (...) «moldar os factos à sua imagem para que estes apareçam deturpados perante a opinião pública».
Num dos centros da polémica está o plano de construção de uma avenida na freguesia e, neste ponto, Vítor Marins desmente Alberto Souto o acusou de «manipular e explorar a boa-fé das pessoas quando elas próprias se fizeram representar nesta assembleia e manifestaram, as suas preocupações e falta de confiança na palavra de V.ª Exa.». Considera que as reuniões sobre o traçado da avenida «não passaram de actos de propaganda do diálogo», perguntando ainda «quem é que faz pequena política com esta situação brincando simultaneamente com as preocupações e com as esperanças das pessoas afectadas por esta obra?».
Quanto à paragem da construção da unidade de saúde, Vítor Martins diz ser resultado de «incapacidades e incompetências do município». Citando o empreiteiro, o presidente da Junta diz que o abandono da obra se deveu à «falta de confiança na palavra e na assinatura do Sr. presidente da Câmara ainda que sobre ela seja colocado o selo branco do município».
Para Alberto Souto, a empresa responsável pela obra da unidade de saúde «deve ser a única que abandona com o pagamento em dia e financiamento garantido». Por isso diz: «não consigo entender o que se passou». O presidente da autarquia acusou ainda Vítor Martins de «explorar as angústias e preocupações das pessoas para efeitos de pequena política». Concluindo, Alberto Souto disse a Vítor Martins preferir «fazer de conta que nada disto aconteceu para continuar a respeitá-lo».
João Peixinho |
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