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NOTÍCIAS |  | | 10-10-2004
| Governo admite falhanço nacional
| | Programa FORAL apresentado em Oliveirinha |
| | José Cesário, secretário de Estado da Administração Local, esteve ontem em Oliveirinha para participar na apresentação do programa FORAL, destinado à formação de autarcas. O governante admite um falhanço no que concerne à falta de acções de formação
«Falhámos», disse o secretário de Estado da Administração Local, José Cesário, ao final da manhã de ontem, em Oliveirinha, na intervenção de encerramento da apresentação do programa de formação «Foral», dirigido à formação de autarcas.
A plateia do auditório da Junta de Freguesia de Oliveirinha que ouvia o secretário de Estado era constituída, essencialmente, por elementos de juntas de freguesia que, antes de José Cesário, assistiu a uma curta intervenção de Girão Pereira, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional da Região Centro (CCDRC). Girão Pereira apresentou três números, relativos à taxa de execução dos fundos comunitários: 79 por cento nas infra-estruturas, 19 por cento em equipamentos e dois por cento no imaterial. Este «imaterial» é o correspondente a acções de formação e é esta rubrica que traduz o falhanço nacional em matéria de formação. «Falhámos, provavelmente todos os que têm obrigação de conduzir estas coisas».
O secretário de Estado valoriza este aspecto por considerar que «o nosso problema é a formação, a educação e a transmissão de informação». Um conjunto de questões importantes porque «está em causa o futuro do país».
Os valores apresentados levaram o vice-presidente da CCDRC a concluir que a região Centro «ganha fragilidade em relação à média europeia». A opinião de Girão Pereira é idêntica à de José Cesário, que diz: «Não demos a devida atenção». Comparando com a Irlanda que aplica 45 por cento dos fundos captados à formação, Girão Pereira ilustrou o actual quadro que apresenta a diferença com Portugal: «É a diferença entre quem anda para a frente e quem anda para trás».
Para José Cesário, a diferença pode ser encontrada, designadamente, na utilização dos equipamentos construídos. Para o secretário de Estado, «o problema não é pôr de pé um auditório, um centro cultural, uma piscina ou um centro cultural. A grande questão é saber como se utilizam estas obras». E neste sentido mostrou a dimensão do trabalho a realizar. «Temos muito, muito para fazer pela frente».
Em termos de formação, o programa FORAL abre perspectivas de frequência de acções dirigidas aos autarcas. A taxa de execução na aplicação de fundo «é baixa» embora note um «aumento significativo nos últimos dois anos», sendo que defende uma acção que permita «não perder fundos e valorizar os autarcas».
João Peixinho |
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