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NOTÍCIAS |  | | 09-09-2004
| Espaço envolvente continua em tribunal
| | Mesmo assim, Centro de Canoagem foi inaugurado |
| | Apesar de ter inaugurado anteontem o Centro Municipal de Canoagem, a Câmara Municipal de Águeda ainda tem problemas por solucionar, que dizem respeito à área envolvente ao equipamento. Um dos proprietários dos terrenos que é necessário para aceder pela parte frontal ao equipamento não se conformou com a posição da edilidade, e o caso foi parar aos tribunais. E ainda não existe uma decisão definitiva
Quem não se conforma com o facto da Câmara Municipal ter inaugurado o equipamento, sem ter ainda resolvido esta questão é o PS. Depois de, em tempos, ter criticado aquilo que diz serem as «sucessivas inaugurações do Fórum da Juventude, os socialistas lamentam agora que também se cortem as fitas de uma infra-estrutura que ainda tem questões legais por resolver.
Dizendo ter sido «apanhado de surpresa» pela comunicação social sobre este caso que ainda está pendente em tribunal, Carlos Alberto, líder do PS local – que esteve na inauguração deste equipamento, mas que se recusou a participar «em mais uma» inauguração do Fórum – disse ao Diário de Aveiro que o mais correcto seria a autarquia não inaugurar o espaço sem ter o problema do terreno resolvido. De resto, o mesmo lembra que «em devido tempo, o PS apontou outros locais que entendia mais apropriados como a Pateira de Ois...».
Agora, tendo tomado conhecimento do assunto, Carlos Guerra diz que o PS irá discutir esta semana esta questão e que deverá, para já, solicitar esclarecimentos à autarquia.
Sobre esta questão de um terreno na zona envolvente ao Centro de Canoagem, o caso encontra-se em tribunal há cerca de quatro anos, e ainda não existe uma decisão sobre o assunto.
Em contacto estabelecido com Maria Clementina Costa, uma das proprietárias do terreno em causa, que decidiu avançar com o processo para tribunal, por invasão de propriedade, quando as obras começaram, esta lamenta que, «mais uma vez, no dia da inauguração da obra, tenha sido violado o que tribunal decidiu – a interdição de acesso ao terreno em causa». A nossa interlocutora refere que, com esta, já é a 13ª vez que a violação acontece. Sublinhando que ontem mesmo remeteu a Nair Barreto um telegrama onde lhe dá conta dessa «violação à determinação do tribunal», a nossa interlocutora diz que irá agir judicialmente e, quanto ao caso em si, refere que «os tribunais é que vão decidir».
Ouvida pelo nosso Jornal, Nair Barreto, não contesta o direito de reclamar de um dos proprietários. A autarca afirma que «gostaria que o assunto fosse resolvido», e deixa a decisão para os tribunais.Até lá, Nair Barreto diz que o Centro de canoagem irá funcionar, apesar de condicionado pelos acessos, que só poderão ser feitos pelas traseiras do equipamento.
Quanto à presumível violação da determinação do tribunal, durante a inauguração do Centro de Canoagem, Nair Barreto referiu que «nunca foi nossa intenção violar as determinações judicias».
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