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NOTÍCIAS |  | | 08-08-2004
| Outra noite de claridades
| | Aveirense obtém segunda vitória consecutiva |
| | Beira-Mar 2
Paulo Sérgio, Ribeiro, Filipe, Alcaráz e Mário Loja; Beto, Marcelinho e Paul Murray; Kingsley Rui Lima e McPheee
Jogaram ainda: Artur, Tininho, Levato, Pablo Rodríguez e Santiago Silva
Treinador: Mick Wadsworth
Espanhol de Barcelona 1
Kameni; Bertran, Soldevilla, Jarque e García; Morales, Fernandel, Ivan De La Peña e Velamazán; Tamudo e Posse
Jogaram ainda: Domi, Alvarez, Daniel García e Corominas
Treinador: Miguel Angel Lotina
Estádio Municipal de Aveiro/Mário Duarte
Assistência: 2500 Pessoas
Árbitros: Paulo Paraty (Coimbra)
Intervalo: 1-0
Marcadores: Kingsley (23 m), Rui Lima (47 m) e Soldevilla (93 m)
Acção disciplinar: nada a registar
O Beira-Mar obteve a segunda vitória consecutiva em jogos de preparação e a terceira em cinco partidas. O futebol apresentado pelos «auri-negros» frente aos espanhóis de Barcelona, deu brilho à apresentação perante os sócios.
O Beira-Mar entrou muito forte, no já assumindo estilo do 4x3x3, e através de jogadas rápidas, em que Rui Lima e Kingsley nas alas desempenham um papel importante no auxílio a McPhee, e cedo ameaçou chegar ao golo. Em três ocasiões praticamente seguidas, foi o guarda-redes Kameni que evitou o golo aos aveirenses, primeiro a Rui Lima (duas vezes) e depois ao nigeriano Kingsley. O futebol solto e rápido da turma aveirense acabaria por dar os seus frutos aos 23 muitos, com Kingsley a abrir o activo, com um forte remate, com a bola a entrar junto ao poste direito da baliza espanhola. O jogo estava aberto e o público vibrava com a boa prestação do Beira-Mar. Seguiu-se uma boa reacção dos espanhóis, que finalmente equilibraram a partida, ameaçando chegar ao empate. Nesta fase foi a vez da defesa aveirense demonstrar que parece «caminhar» para um bom entendimento entre os seus jogadores, onde o tempo de entrada à bola, e de antecipação foram fundamentais para suster as intenções contrárias. Aos quarenta minutos Paulo Sérgio evitou o empate, opondo-se muito bem a um «passe de morte» de De La Paña, que colocaria Tamudo em excelentes condições de fazer golo.
A vantagem ao intervalo era justa em função do domínio exercido e das várias oportunidades criadas (perto do termo do primeiro período, McPhee viu o guardião contrário negar-lhe o golo, após um excelente remate de cabeça), ficando também a ideia que a equipa está bem fisicamente, e revelando automatismos muito interessantes para esta fase da época.
O Beira-Mar reentrou para a segunda parte com Pablo Rodríguez (boa exibição) no lugar de Beto, enquanto os espanhóis trocaram de guarda-redes. Logo aos dois minutos, a bola foi metida na frente e Rui Lima, com um forte remata à entrada da área, fez um belo golo, consolidando a vantagem da sua equipa. A qualidade de futebol decaiu, certamente devido ao cansaço dos jogadores. Mesmo assim continuaram haver algumas jogadas de belo efeito protagonizadas pelos aveirenses. «Tanque» foi chamado ao jogo, mas ao contrário de Rodríguez, esteve mais preso de movimentos, revelando uma ainda deficiente condição física. O argentino, que entrou muito bem na partida, demonstrando boa leitura de jogo, aliada à qualidade de passe e sentido colectivo.
As substituições foram tirando algum ritmo à partida, mas sem que esta caísse na monotonia, apesar das ocasiões de golo escassearam. Era inegável que o futebol do Beira-Mar, embora mais pausado nesta fase, não deixava de demonstrar a clarividência suficiente para não deixar o adversário tomar conta do jogo.
No período de descontos os espanhóis chegaram ao golo por intermédio de Soldevilla, que na pequena área cabeceou sem hipóteses para Paulo Sérgio.
No final, o triunfo aveirense era inteiramente justo e credita a formação de Mick Wadsworth perante os seus associados, que como recompensa, não deixaram de apoiar e aplaudir os lances mais espectaculares desenvolvidos ao longo da partida.
Boa arbitragem.
Jacinto Martins |
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