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NOTÍCIAS |  | | 07-07-2004
| Transformação do IP5 na A25 concluída dentro de dois anos
| | Responsabilidade da concessionária Lusoscut –Auto-Estradas das Beiras Litoral e Alta |
| | Os diversos lanços e sublanços da obra de beneficiação e duplicação do IP5/A25 deverão estar completamente aptos a receber tráfego em meados de 2006. A introdução de portagens paira sobre a nova auto-estrada
A construção da A25, auto-estrada que duplica e substitui o IP5, é da responsabilidade da concessionária Lusoscut–Auto-Estradas das Beiras Litoral e Alta, que tem ainda a responsabilidade de construir o troço entre o nó do IC2, junto a Albergaria-a-Velha, e Boa Aldeia, em Viseu, com 44,4 quilómetros, a concluir em 2005; o troço entre Boa Aldeia e Mangualde com 34,4 quilómetros e entre Mangualde e Guarda com 57,6 quilómetros, a concluir em 2006.
O lanço que se desenrola na ligação do IC2 à nova auto-estrada, a partir de Albergaria-a-Velha até Talhadas, em Sever do Vouga, está entregue à «Rosas Construtores SA», «Monte e Monte, SA» e «Mota-Engil» que apontam para a conclusão dos trabalhos até Junho de 2005.
Mas há mais obra noutros pontos desta via. O sublanço Talhadas/Vouzela, em Viseu, por conta da «Mota-Engil» e da «OPCA», o sublanço Vouzela, Boa Aldeia («Mota-Engil») e o sublanço de ligação entre Boa Aldeia e o IP3, adjudicado à empresa «Bento Pedroso Construções».
Os trabalhos estão a avançar a bom ritmo, mas encontra-se ainda algo distante da sua conclusão. Se os três primeiros sublanços têm conclusão prevista para Setembro de 2005, o último não deverá estar concluído antes de Junho de 2006.
A reivindicação de transformar o IP5 em auto-estrada já vem de longe e mereceu o empenho das associações comerciais e empresariais de Aveiro, Guarda, Viseu, e Ciudad Rodrigo, em Espanha, bem como de diversas câmaras municipais de toda esta região, tendo algumas das reuniões decisivas decorridas sob a égide de algumas delas. Todas estas entidades fizeram eco da vontade dos utilizadores desta via, unindo-se à volta de uma mesma missão: conseguir a construção de uma auto-estrada que ligasse Aveiro a Vilar Formoso, evitando a falada duplicação daquele itinerário para resolver o congestionamento de tráfego e corrigir erros de um traçado que já provocou inúmeras vítimas. Depois de várias reuniões, abaixo-assinados e muita persistência, o Governo acabou por garantir a transformação do IP5 numa via rápida.
Recorde-se também que um dos objectivos das quatro associações era ter pronta a nova via aquando da realização do Europeu de Futebol de 2004, o que seria uma forma de beneficiar toda uma região com um acontecimento desportivo que privilegiou apenas cidades do litoral do país. A intenção era chamar ao interior os turistas e também as próprias selecções nacionais de futebol que poderiam encontrar na região bons espaços para estagiar.
Tudo pronto em 2006
Assim, é com natural expectativa que as entidades envolvidas aguardam a evolução dos trabalhos que decorrem igualmente no lanço Viseu/Mangualde, nomeadamente no sublanço de ligação entre a EN2/Nó do Caçador («OPCA») e o sublanço do Nó do Caçador e ligação a Mangualde («OPCA»). Se tudo correr conforme o previsto, estes sublanços terão conclusão prevista para Junho de 2006.
No que concerne ao lanço que liga Mangualde à Guarda, dividido em três sublanços: Mangualde/Fornos de Algodres (executado pelo «Bento Pedroso Construções»), Fornos de Algodres/Ratoeira Nascente, Celorico da Beira («Rosas Construtores»; «Amândio de Carvalho»; «A. Mesquita»), e sublanço Ratoeira Nascente/Guarda («Mota-Engil»; «Hagen»). Todos os sublanços têm conclusão prevista para Junho de 2006.
Aberto ao tráfego está já o lanço Guarda/Vilar Formoso desde o passado dia 9 de Junho, com uma extensão total de 33,1 quilómetros. Convém destacar que com a conclusão deste troço será possível circular por auto-estrada entre Lisboa e Vilar Formoso, utilizando a A1, a A23 e, finalmente, a A25.
Com a entrada em serviço deste troço, a rede nacional de auto-estradas concessionadas passa a ter 2.010 quilómetros em serviço (ultrapassando o marco dos 2.000 km), para um total programado até 2008 de 3200 quilómetros.
Este lanço de auto-estrada é idêntico aos restantes e é maioritariamente constituído por duplicação/rectificação do anterior IP5. A velocidade base adoptada no projecto é de 120 km/h, tendo em perfil transversal 2x2 vias, com larguras de 3,75 metros, bermas pavimentadas de um a três metros, respectivamente do lado esquerdo e direito das faixas de rodagem, e um separador central com largura variável (com um mínimo de 2,6 m). Quando necessário, nas rampas mais inclinadas e/ou mais extensas, foram introduzidas vias adicionais para veículos lentos.
Ainda no que toca à construção da A25, os custos globais da obra estão estimados em um milhão e cem mil euros, sendo que a sua manutenção irá ser adjudicada a uma empresa por um período de 30 anos.
Portagens não, obrigado
O Ministro das Obras Públicas, Transportes e Habitação foi muito claro aquando de uma participação num seminário sobre «Logística e Competitividade», realizado na Guarda, ao afirmar que a futura A25 iria ter portagens. Esta declaração despoletou inúmeras tomadas de posição de responsáveis autárquicos e de todas as forças políticas dos distritos de Aveiro, Viseu e Guarda. Todos afinaram pelo mesmo diapasão, sugerindo que tal posição do Governo seria profundamente prejudicial e injusta para a economia e as populações abrangidas pela obra.
A Comissão de Utentes contra as Portagens na A25, actual IP5, está a levar a cabo diversas iniciativas no sentido de recolher assinaturas num abaixo-assinado que já apresenta números bem animadores.
A recolha de assinaturas vai decorrer ao longo dos meses de Verão, quer através da Internet (www.contraportagens.com), quer a través das assinatura directamente no papel. Brevemente, esta iniciativa será desenvolvida também na zona fronteiriça. Será uma forma de «receber e alertar» os emigrantes que percorrem Espanha sem pagar e que, qualquer dia, podem eventualmente vir ter um diferente «cartão de visitas» ao entrar em Portugal. «Seria mais um aspecto negativo no tratamento dos emigrantes que chegam cá», considera Armando Morais. Este elemento da Comissão de Utentes adianta que as pessoas estão a «aderir bem à iniciativa».
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