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06-06-2004

A campanha para as eleições europeias


Álvaro Amaro

É sabido que, na última semana duma campanha eleitoral, os partidos políticos ou as coligações entram, por norma, num processo de convencimento aos eleitores, em particular daqueles, e são muitos, que ainda manifestam alguma indecisão. Costuma, de facto, ser assim. Mas nesta campanha para as eleições europeias tenho sérias dúvidas que assim seja. Fico mesmo com a ideia, que para além das dificuldades intrínsecas duma campanha para eleições europeias, desta vez o alheamento dos eleitores é ainda maior. E porquê? Pode perguntar-se. As respostas são várias e de vária índole. Por um lado, o tantas vezes referido afastamento que um acto eleitoral desta natureza assume perante as pessoas. Por outro lado, o facto dos Portugueses terem interiorizado que não está em causa o futuro do País, qualquer que seja o resultado final. Mas há uma razão acrescida e, porventura, preocupante. É que, de um modo geral, esta campanha começou com o signo dos cartões amarelos e vermelhos. Nada mais errado, tendo em vista que um dos objectivos primordiais devia ser o da mobilização para o voto. Na verdade, devia haver mais contenção na discussão do que não está verdadeiramente em causa, para além do que era verdadeiramente exigível na compostura discursiva dos candidatos. Já houve acusações de defeitos físicos ou de óculos feios (que absurdo!), tal como aconteceram rótulos de racismo de extrema-direita (que ignobilidade!). Ora, se a este tipo de troca de galhardetes de mau gosto se associar a pouca propensão para o exercício político do voto, já que o Governo não está a ser julgado, quase se tem de admitir que o Povo tem razão em não querer participar muito neste tipo de “coisas”. Mas eu quero muito associar-me à mensagem do Senhor Presidente da República, apelando ao voto e, por isso mesmo, à mobilização de todos. É certo que qualquer um dos Deputados que seja eleito, terá a mesma força no Parlamento Europeu, independentemente de, no seu País, ter havido uma abstenção de 50 ou 60 por cento. Mas lá que era bonito para esta Europa, agora alargada a 25 países, que Portugal viesse a ter um dos baixos índices de abstenção, lá isso era. Que, na verdade, isso representaria mais uma lição à Europa que nós, Portugueses, voltaríamos a dar aos nossos parceiros, não tenho qualquer dúvida! Mas, por favor, senhores candidatos, façam mesmo valer, nessa última semana, um pacto de não agressão e incentivem os eleitores a mais uma prática de cidadania. Falem-nos da Europa, das suas dificuldades e das suas vantagens. Falem-nos da Constituição Europeia, do Governo Europeu ou do papel do Parlamento. Não são temas fáceis, ou muito menos convidativos, é verdade, mas são sérios e estão ligados ao nosso destino colectivo no contexto europeu. Nesta semana que passou, não resisto a citar dois exemplos que confirmam bem tudo isto, naturalmente com algumas diferenças e no pressuposto que estarão definitivamente ultrapassadas as acusações gratuitas de parte a parte. Enquanto que numa acção de campanha, o P.S. dizia que o voto em si é o “voto dois em um”, ou seja, os Portugueses, votando no P.S., dirão “que Europa querem e que política nacional não querem”, a coligação Força Portugal dizia que a “luta pelos fundos comunitários vai ser duríssima” e nela devem estar empenhados todos os eurodeputados. “Vai ser um momento decisivo para Portugal”, afirmava João de Deus Pinheiro, para depois desafiar os empresários e todos os cidadãos a “inundarem” os eurodeputados de queixas e pedidos. Ora, aqui estão dois registos de campanha que revelam bem as diferentes preocupações de ambas as partes, com todo o respeito pelas restantes forças políticas, também em campanha. São dois tipos de atitude política que pretendem conferir o “dramatismo” possível. Mas do que não há dúvida, é que o P.S. lá vai tentando a história, já gasta, do cartão amarelo. Falemos, por isso, todos nós, do que queremos na Europa, do que cada um pode fazer e deixemos, pelo menos por agora, o Governo em paz. Álvaro Amaro

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