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NOTÍCIAS |  | | 06-06-2004
| Fila de assaltos no Bairro da Forca
| | Na madrugada de ontem |
| | Os moradores da Rua de Angola, no Bairro da Forca, acordaram ontem com os carros assaltados à porta. A zona foi varrida por um grupo de assaltantes que chegou a entrar numa garagem, assaltando nove automóveis e levando um
O Bairro da Forca-Vouga foi varrido na madrugada de ontem por uma onda de destruição e assaltos a automóveis estacionados na Rua de Angola, nas traseiras da Loja do Cidadão, em Aveiro e numa garagem, na Rua de Moçambique.
No total terão sido atingidos cerca de 20 automóveis, provavelmente entre as três e as seis horas da madrugada de ontem. A meio da tarde de ontem, a PSP ainda não tinha localizado qualquer suspeito, segundo disse uma fonte daquela força ao Diário de Aveiro. A PSP esteve no local a recolher dados e pistas que possam levar à identificação dos autores. Um carro furtado do interior da garagem pode dar um sinal da proveniência do grupo de autores da destruição e assaltos, dependendo do local onde for recuperado, se, de facto, assim acontecer.
Quanto ao grupo envolvido nos assaltos na Forca, há apenas o relato de um grupo suspeito de menores ter chamado a atenção, deambulando pelo bairro e à mesa de um café horas antes de tudo acontecer. De resto, a PSP espera obter mais dados durante estes dias, permitindo esclarecer uma noite como nunca se tinha assistido no bairro. Entre assaltos a carros e apartamentos assaltados, o que se passou ontem não é comparável com outras situações.
Na mesma noite, na zona do Olho d’Água, em Esgueira também foi um ponto de passagem de assaltos e destruição de automóveis embora com consequências menores.
À vontade
Ao longo da Rua de Angola, o cenário encontrado de manhã era uma fila de automóveis com vidros partidos, documentos espalhados pelo chão, alguns eram encontrados ao longo do dia e um rasto de prejuízos, principalmente de vidros partidos. Não parece haver testemunhas ou quem tivesse ouvido ruído para o que terá contribuído o facto de, praticamente, todas as habitações daquela zona terem vidro duplos. A zona é propícia a este tipo de situações pelo facto de ser uma zona onde apenas circulam, praticamente, os moradores da rua que se queixam da falta de policiamento.
Naquela rua, a técnica de assaltos foi semelhante entre os veículos atingidos. Cravando a ponta de uma chave-de-fendas entre a borracha e o vidro mais pequeno do lado do passageiro de trás, estilhaçando-o. Conseguindo a abertura, é possível abrir a porta pelo manípulo do interior e retirar o que de valor lá estivesse. Entre diferentes valores subtraídos do interior – e não mexendo nos auto-rádios – inclui-se uma arma e aparelhos de comunicação retirados de um dos carros.
O grupo penetrou ainda numa cave de garagens de um prédio, aí partindo os vidros do lado do condutor. Nessa garagem da Rua de Moçambique, foram atingidos nove carros além de um furtado, de marca Alfa Romeo – que ontem à tarde ainda não tinha sido localizado, assim como a tentativa de arrombar as portas de um outro automóvel, deixando-o ficar em mau estado. O grupo deixou ainda na garagem sinais de que estiveram a comer e a usar as bicicletas que se encontravam guardadas.
João Peixinho |
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