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NOTÍCIAS |  | | 06-06-2004
| Vitoria justa com um final infeliz
| | Sampaense adiante-se na discussão do título |
| | Sampaense 82
João Reveles (16), Jorge Sing (19), Rock Winston (9), Vitor Farinha (8) e Bem Perkings (20) – Cinco inicial - Alexandre Gama (8) e Nuno Silva (2)
Treinador: Jorge Dias
Sangalhos 80
Sherick Simpson (25), Diogo Simões (9), Vincent Hamilton (15), Nelson Sousa (13) e João Silva (4) – cinco inicial – Miguel Carmo (8), Jorge Seabra (1), Dinis Amorim (5), Luis Cardoso e Rodrigo Matos
Treinador: Nuno Ferreira
Pavilhão Serafim Marques, em São Paio de Gramaços
Árbitros: José Araújo e Pedro Coelho
Oficiais de mesa: Sandra Alves, Joaquim Costa, Carlos Falcão e Eduardo Cordeiro
Por períodos: 1º 22-26; 2º 25-10; 3º 12-18; 4º 23-26
Muito por mérito do Sampaense, o jogo inaugural da final da Proliga, não começou bem para o Sangalhos. Com tudo, três substituições operadas em simultâneo por Nuno Ferreira, e principalmente a classe de Sherick Simpson permitiram à turma bairradina chegar ao final do primeiro período na frente do marcador.
No segundo parcial, o Sangalhos está cinco minutos sem marcar pontos, permitindo ao Sampaense um parcial de 14-0 e uma vantagem de 11 pontos no final da primeira parte. Foi o momento decisivo do jogo. A equipa da casa jogava mais colectivamente enquanto o Sangalhos denotava muita dependência em relação a Sherick Simpson, situação reflectida no resultado 47-36 ao intervalo.
No segundo tempo o jogo decaiu imenso de qualidade. A defesa zona montada pelo Sangalhos surtiu efeito e o Sampaense começou a sentir mais dificuldades em ataque. A vencer por três pontos no final do terceiro período, o Sampaense, mesmo com Winston, à beira da desqualificação, acabou por não perder a serenidade, ganhando com justiça. O Sangalhos ainda chegou ao empate 54-54, mas não foi capaz de jogar o suficiente para ganhar.
Sherick Simpson, apesar de ter baixado de rendimento na segunda parte, foi o mais batalhador entre os sangalhenses, enquanto no Sampaense, João Reveles, Bem Perkings e Jorge Sing foram os melhores.
De registar pela negativa, a forma muito feia como o jogo terminou. Erros da mesa e consequentes protestos do Sangalhos, muito tempo de jogo parado, alguns atritos escusados entre jogadores e no final, os árbitros a recolherem aos balneários sobre protecção policial.
Não havia necessidade…
Nuno Ferreira continua confiante
«Hoje é outro jogo»
No final do jogo, o treinador do Sangalhos, Nuno Ferreira, reconheceu que a sua equipa não esteve ao nível que tem habituado os seus adeptos e o basquetebol português.
«Faltou-nos sermos iguais a nós próprios. Na primeira parte não existimos na defesa, o que também condicionou o nosso ataque. Houve um momento em que passamos para a frente, mas tivemos precipitados» afirmou Nuno Ferreira.
O treinador do Sangalhos criticou a arbitragem, pela «diferença de critérios no julgamento dos contactos», embora tenha reconhecido que não devido a esse factor que a sua equipa perdeu. Apesar da derrota, Nuno Ferreira mostra-se confiante para o jogo de hoje. «Vínhamos para ganhar, não o conseguimos e hoje é outro jogo» concluiu.
Sampaense interessado na Liga
Os responsáveis do Sampaense confirmaram ao Diário de Aveiro os contactos existentes com a Liga de Clubes tendo em vista um possível ingresso na competição profissional. A participação na próxima edição do campeonato da LCB, está dependente do apoio da autarquia local, cujo o presidente marcou presença no primeiro jogo da final. Existe o interesse do Sampaense, resta saber se haverá o apoio das entidades de São Paio de Gramaços e do conselho de Oliveira do Hospital para conseguir suportar um orçamento miníno de 300 mil euros.
Pedro Neves |
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