ALDA ORGANIZOU MARCHA DE TRACTORES PARA PROTESTAR CONTRA A FALTA DE APOIOS AO SECTOR.

Produtores de leite e carne marcharam hoje em protesto, entre Válega e Estarreja, contra o aumento dos factores de produção e a redução dos preços dos produtos, num quadro de "asfixia" para as explorações agrícolas.

Esta viagem até Estarreja, pretendeu chamar a atenção para as dificuldades diárias, a necessidade de resposta às medidas políticas tomadas para o sector e a apresentação de medidas de salvaguarda da produção nacional e da agricultura do Distrito.

Os homens da terra pretendem a aplicação de medidas de combate à especulação dos preços de produção, (rações, adubos, sementes), a regulação dos preços praticados pelos grandes superfícies, mecanismos de escoamento dos produtos a preços justos, actualização do subsídio de gasóleo agrícola e mais apoio à sanidade animal. "O subsidio de gasóleo não é actualizado há mais de trinta anos, é necessária a electricidade verde e o aumento dos preços à produção, tudo isto é essencial para resistir a esta situação de crise profunda no sector, é dramático, esta Ministra manteve as mesmas politicas do passado, a juventude não investe em novas explorações, não temos apoios", referiu Albino Silva, Presidente da ALDA.

Francisco Chibante, produtor de leite, também participou nesta manifestação local. "O preço do leite ao produtor baixou, a carne baixou, a farinha subiu, o gasóleo subiu, assim, onde é que nós vamos parar, é água é luz é tudo a subir", lamentou. "A minha mulher anda à rasca e eu não desejo esta vida a ninguém, estou mortinho para ir para a reforma, o nosso Primeiro Ministro disse essa bodega, que nós emigrássemos, para não sermos piegas, mas não nos ajuda nada", disse.


Diário de Aveiro


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